Representantes do setor da construção defendem mudanças no novo Código Ambiental | Foto: Reprodução
Entidade afirma que novo Código precisa de ajustes na Assembleia para garantir mais segurança jurídica e evitar entraves em licenças e obras no estado
Publicado 1 de julho de 2026 às 15:33
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-RN) defendeu ajustes no projeto do novo Código Estadual de Meio Ambiente, enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa na última sexta-feira (26). A proposta atual substitui a Lei Complementar nº 272/2004 e revoga a Lei Complementar nº 323/2006, reunindo em um único texto as regras ambientais do Rio Grande do Norte.
Segundo a entidade, a atualização da legislação é positiva e necessária, mas ainda exige ajustes para evitar interpretações diferentes das regras e insegurança no processo de licenciamento ambiental.
O sindicato afirma que a proposta busca modernizar o sistema e aproximar o RN da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, mas alerta que a falta de objetividade em alguns pontos pode gerar disputas e até judicialização de processos.
O presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, afirma que a tramitação na Assembleia será decisiva para definir o impacto final da lei no ambiente de negócios do estado. Ele destaca que o objetivo não é enfraquecer regras ambientais, mas tornar o texto mais claro e previsível para quem investe.
Entre os principais pontos de atenção, o setor cita regras de consulta livre, prévia e informada, que, segundo a entidade, precisam ter critérios mais objetivos, prazos definidos e maior previsibilidade para não travar empreendimentos.
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Outro foco são as compensações ambientais, que, na avaliação do sindicato, devem ter parâmetros claros e proporcionais ao impacto de cada obra, evitando variações que dificultem o planejamento de custos.
A entidade também chama atenção para o cenário de concorrência entre estados. Segundo o sindicato, o RN disputa investimentos com Ceará, Paraíba, Pernambuco e Bahia, e diferenças no custo regulatório podem influenciar decisões de empresas.
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