Rogério Marinho - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Cotidiano

Dark Horse Rogério Marinho pede a ministro do STF apuração sobre vazamentos no caso Master

Pedido ocorre após site revelar negociação de R$ 134 milhões para financiamento de filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro

por: NOVO Notícias

Publicado 16 de maio de 2026 às 17:31

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, reuniu-se nesta quinta-feira (14) com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho solicitou formalmente a apuração de vazamentos de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O pedido de investigação fundamenta-se na divulgação de áudios e mensagens pelo site Intercept Brasil na última quarta-feira (13). Segundo a reportagem, Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro o pagamento de R$ 134 milhões para o patrocínio de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse”. Rogério Marinho afirmou que o volume de informações do caso atinge quase 7 terabytes e que a publicidade seletiva gera insegurança jurídica.

Os diálogos foram extraídos do primeiro telefone celular de Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. Fontes ligadas à investigação confirmaram a autenticidade do material. Os registros indicam que as negociações envolveram intermediários como o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Em nota oficial, Flávio Bolsonaro admitiu a cobrança de valores, mas negou a prática de atos ilícitos. O parlamentar alegou que buscou patrocínio estritamente privado para uma obra audiovisual e ressaltou que não houve uso de recursos públicos ou incentivos da Lei Rouanet. Em um dos áudios, o senador pressiona o banqueiro pelo pagamento de parcelas atrasadas para a continuidade da produção.

As mensagens foram enviadas em 16 de novembro de 2025, período em que investigações sobre irregularidades no Banco Master já eram públicas. Daniel Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas no dia seguinte ao envio dos textos, e a instituição financeira sofreu liquidação em 18 de novembro de 2025. O ministro André Mendonça sinalizou que irá analisar o pedido de apuração sobre a quebra de sigilo dos dados.

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