Cotidiano

Defensoria Justiça suspende cobranças de empréstimos fraudulentos contra idosa de 69 anos em Natal

Defensoria Pública do RN conseguiu liminar que interrompe descontos no benefício da aposentada, vítima de fraude bancária digital de R$ 13,5 mil

por: NOVO Notícias

Publicado 1 de julho de 2026 às 09:59

Uma aposentada de 69 anos, moradora de Natal, obteve na Justiça a suspensão das cobranças de seis empréstimos contratados de forma fraudulenta após atuação da Defensoria Pública do Rio Grande do Norte (DPE-RN). A decisão liminar determina a interrupção imediata dos descontos no benefício previdenciário da idosa e impede que seu nome seja negativado por causa das dívidas.

A fraude resultou na contratação irregular de seis operações de crédito, sendo três empréstimos consignados e três pessoais, que somavam R$ 13,5 mil. Os descontos mensais comprometiam mais de um terço da renda da aposentada.

>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp

A decisão foi proferida pela 5ª Vara Cível da Comarca de Natal e também obriga a instituição financeira a cessar as cobranças dos empréstimos pessoais, além de proibir a inclusão do nome da consumidora em cadastros de inadimplentes, como SPC e Serasa, até o julgamento definitivo da ação.

De acordo com o processo, todos os contratos foram realizados no mesmo dia por meio do canal digital do banco, com validação por token, sem qualquer autorização ou conhecimento da vítima. Logo após a liberação do crédito na conta bancária, os valores foram utilizados pelos criminosos para quitar um boleto de igual montante, deixando a aposentada apenas com a dívida.

Ainda conforme os autos, a própria instituição financeira confirmou que as operações ocorreram por meio digital, mas não apresentou informações como geolocalização ou identificação do dispositivo utilizado para a contratação, o que, segundo a Defensoria Pública, evidencia falhas nos mecanismos de segurança.

Na ação, a DPE-RN destacou a condição de hipervulnerabilidade da aposentada, considerando sua idade, baixa escolaridade e hipossuficiência econômica.

Segundo a Defensoria Pública, golpes dessa natureza têm se tornado cada vez mais frequentes e atingem principalmente idosos, aposentados e pessoas de baixa renda, que acabam sendo alvos preferenciais de fraudes bancárias praticadas no ambiente digital.

A instituição reforça que atua para garantir a proteção dos consumidores e responsabilizar as instituições financeiras quando houver falhas na segurança capazes de permitir esse tipo de crime.

Tags