Departamento do Tesouro dos EUA anuncia sanções contra rede ligada ao PCC | Foto: Reprodução
Medida do Tesouro dos Estados Unidos atinge dois brasileiros, três empresas no Brasil e uma em Portugal; ativos ficam bloqueados e operações com instituições americanas são proibidas
Publicado 1 de julho de 2026 às 14:20
O governo dos Estados Unidos aplicou, nesta quarta-feira (1º), pela primeira vez, sanções com base em legislação antiterrorista contra brasileiros e empresas acusados de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida atinge dois brasileiros, três empresas no Brasil e uma em Portugal, segundo comunicado do Departamento do Tesouro americano.
As sanções foram impostas após o governo dos EUA ter classificado recentemente o PCC como Organização Terrorista Estrangeira (FTO). Com isso, o país passou a ampliar o alcance de bloqueios financeiros e restrições internacionais contra pessoas e estruturas suspeitas de ligação com a facção.
Entre os alvos estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Também foram incluídas na lista a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, a Wave Construções Inteligentes Ltda e uma empresa sediada em Portugal.
Segundo o Departamento do Tesouro, todos os bens e ativos sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas americanas estão proibidos de manter qualquer tipo de relação comercial com os sancionados. Instituições financeiras de outros países também podem ser punidas caso realizem transações relevantes com os nomes incluídos na lista.
O governo dos EUA afirma que a investigação envolve atuação conjunta de órgãos como FBI, Departamento de Justiça (DOJ) e o Departamento de Segurança Interna (DHS). De acordo com o comunicado, a rede teria movimentado recursos ligados a atividades criminosas e usado estruturas empresariais para ocultação financeira.
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Em um dos pontos citados, o Tesouro americano afirma que um dos brasileiros teria atuado como elo entre operadores ligados ao PCC e movimentações internacionais, com uso de criptomoedas para envio de recursos.
As autoridades dos Estados Unidos também relacionam parte das investigações a esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo contratos e intermediações financeiras já investigadas em outros países, sem detalhar processos em andamento.
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