Repasse para o consumidor final costuma ser imediato na maioria dos postos de combustíveis do estado. | Foto: Reprodução
O bolso do motorista potiguar vai sofrer novo impacto a partir desta quinta-feira (21). A gasolina A vendida pela Refinaria Clara Camarão, operada pela Brava Energia, sofreu mais um reajuste semanal e saltou de R$ 4,02 para R$ 4,22 por litro — um aumento seco de R$ 0,20 que deve ser repassado para as bombas dos postos já nas próximas horas.
Com essa nova alteração, o combustível vendido na refinaria acumula uma alta assustadora de R$ 1,71 em apenas 91 dias. Isso significa um reajuste de 68,12% desde fevereiro deste ano, quando o preço cobrado em Guamaré era de R$ 2,51. De lá para cá, foram aumentos sucessivos que agora sufocam a margem dos revendedores e pressionam o consumidor final.
Ainda que o valor de R$ 4,22 seja o preço de custo para as distribuidoras, o impacto para quem abastece em Natal, Mossoró e no interior do RN é direto. Historicamente, os donos de postos repassam o aumento da refinaria em até 24 horas para garantir o fluxo de caixa.
Como o preço médio atual da gasolina nas bombas do estado já vinha flutuando, a expectativa do mercado é que o combustível rompa novas barreiras de preço para o consumidor final nos próximos dias.
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Vale lembrar que o preço final exibido nos painéis dos postos do RN não depende apenas da refinaria. Ele sofre o impacto em cascata da cobrança fixa do ICMS (imposto estadual), das margens de lucro das distribuidoras e dos próprios postos, além dos custos de frete e logística para trazer o combustível de Guamaré até as cidades.
Por outro lado, o óleo diesel A S500 não sofreu alterações após duas quedas consecutivas. Na modalidade EXA, o valor foi mantido em R$ 4,98, enquanto na modalidade LCT o preço estabilizou em R$ 4,99.
Apesar do alívio temporário para os caminhoneiros e motoristas de transporte de carga, o cenário do diesel a médio prazo também preocupa. Desde 5 de fevereiro, o combustível acumula uma alta expressiva de mais de 51% no RN, o que continua pressionando o custo do frete de alimentos e produtos que abastecem o comércio local.
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