Ex-banqueiro Daniel Vorcaro perdeu direito à sala especial e foi transferido para o regime comum de carceragem... | Foto: Reprodução
Investigadores apontam que Daniel Vorcaro resistiu a entregar detalhes sobre Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira; ministro André Mendonça autorizou transferência imediata
Publicado 19 de maio de 2026 às 16:30
A situação jurídica do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do liquidado Banco Master, sofreu uma reviravolta dramática. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário perdeu suas regalias de prisão e foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, nesta segunda-feira (18).
A mudança foi interpretada por investigadores da Operação Compliance Zero como um sinal claro de que as negociações para um acordo de delação premiada fracassaram, conforme o portal Brasil Fora da Caverna. A avaliação de bastidores é que a defesa do empresário tentou blindar informações cruciais e não trouxe elementos decisivos para o avanço das investigações.
Até então, Vorcaro estava acomodado em uma sala de estado-maior nas dependências da PF, o que garantia encontros frequentes e prolongados com seus advogados para costurar o acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Com a ida para o xadrez comum, fontes da investigação confirmam que o acordo perdeu força.
Conforme informações reveladas pela coluna de Gerson Camarotti, no g1, os agentes federais descobriram que já possuíam provas muito mais robustas do que as oferecidas pelo ex-banqueiro. O que pesou contra o réu foi a resistência em detalhar transações envolvendo figuras de peso da política nacional.
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Entre as omissões que irritaram os investigadores estão a ausência de explicações sobre supostos pagamentos direcionados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a falta de detalhes sobre as tratativas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fontes próximas ao caso apontam que Vorcaro tentou adotar uma postura defensiva e resistente durante as rodadas de conversa, o que causou o esfriamento total da cooperação. A Polícia Federal confirmou que a fase de entrega de documentos foi encerrada e que as investigações contra o grupo financeiro seguirão de forma independente, sem a concessão de benefícios ao empresário.
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