Menina apresentou melhora após ser transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, na capital... | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Médico Kleber Luz aponta que sintomas de Maria Clara, de 10 anos, indicam infecção viral ou alergia, e não contaminação pelo produto suspenso pela Anvisa
Publicado 19 de maio de 2026 às 13:56
O quadro clínico da menina Maria Clara Pereira da Silva, de 10 anos, internada em Natal, não é compatível com uma infecção causada pela bactéria encontrada em lotes de detergentes da marca Ypê. A afirmação foi feita pelo infectologista Kleber Luz, que analisou os sintomas da criança. O caso, que gerou comoção no RN, segue sob investigação médica no Hospital Infantil Varela Santiago.
A suspeita da família começou após a menina apresentar sintomas graves cerca de 40 minutos depois de lavar um corte na mão com o detergente de um lote suspenso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No entanto, segundo o médico, o perfil da bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada nos produtos da marca, afeta principalmente pessoas com o sistema imunológico severamente debilitado.
Conforme explicou o especialista em entrevista à TV Tropical, as lesões provocadas por esse tipo específico de bactéria costumam ser escuras e profundas, semelhantes a uma gangrena. O quadro clínico de Maria Clara, por outro lado, manifestou-se por meio de manchas avermelhadas na pele.
De acordo com as informações médicas, as marcas vermelhas apresentadas pela paciente são características de infecções causadas por vírus, como a parvovirose, ou reações alérgicas severas (urticárias) provocadas por substâncias diversas.
Antes de conseguir a transferência para o Varela Santiago, onde apresentou melhora progressiva, a criança passou pelo Hospital Belarmina Monte, em São Gonçalo do Amarante, e pela UPA de Pajuçara, na Zona Norte de Natal. O caso era considerado grave e a família aguardava ansiosamente por uma vaga em UTI pediátrica.
A Anvisa determinou a suspensão da fabricação e venda de vários produtos da marca Ypê após identificar falhas graves no controle de qualidade da empresa Química Amparo. A medida foi motivada pela constatação de contaminação microbiológica por Pseudomonas aeruginosa em lotes terminados com o número 1.
A agência reguladora alertou que as irregularidades na indústria representam risco potencial à saúde dos consumidores. Até o momento, o hospital mantém o acompanhamento da menor para fechar o diagnóstico definitivo, enquanto o espaço segue aberto para manifestações oficiais dos envolvidos.
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