Cotidiano

Saúde “Quase impossível”: infectologista afasta relação entre detergente Ypê e lesões em menina no RN

Especialista afirma que manchas apresentadas pela criança não são compatíveis com bactéria investigada pela Anvisa; exames seguem em andamento

por: NOVO Notícias

Publicado 18 de maio de 2026 às 12:15

O caso da menina Maria Clara Silva, de 10 anos, internada em Natal após apresentar graves lesões na pele, ganhou um novo desdobramento nesta semana. O infectologista potiguar Kleber Luz afirmou que considera “quase impossível” uma relação entre o quadro clínico da criança e a bactéria investigada pela Anvisa em lotes do detergente da marca Ypê.

Segundo o especialista, as manchas apresentadas pela menina são mais compatíveis com um quadro de Parvovirose, infecção viral causada pelo parvovírus B19, comum em crianças dessa faixa etária.

“A chance de ser a bactéria do Ypê é quase impossível. As manchas que a Pseudomonas aeruginosa produz na pele são enegrecidas, escuras”, explicou o médico.

A suspeita ganhou repercussão após a mãe da criança, Tatiana Silva, relatar que a filha apresentou reações cerca de 40 minutos depois de utilizar um detergente pertencente a um lote citado em alerta sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Maria Clara passou por unidades de saúde em Natal e em São Gonçalo do Amarante antes de ser transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, onde segue internada. Apesar do susto inicial, o estado de saúde dela é considerado estável.

Nas redes sociais, a mãe afirmou ter sido alvo de ataques após o caso ganhar repercussão política. Ela negou qualquer motivação partidária.

“Minha única preocupação é com a saúde dela”, declarou.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal e a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte informaram que o caso continua sob investigação da Vigilância Epidemiológica. O resultado dos exames laboratoriais deve confirmar nos próximos dias se a criança realmente apresenta quadro compatível com Parvovirose.

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