Chileno foi flagrado por funcionário imitando macaco em voo • Reprodução/@livresiguaisbr

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Crime Polícia Federal prende chileno por ataques racistas e homofóbicos em voo

Passageiro foi detido ao retornar ao Brasil nesta sexta-feira; ofensas e tentativa de abrir a porta do avião foram registradas em vídeo

por: NOVO Notícias

Publicado 16 de maio de 2026 às 11:34

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (15), um chileno acusado de cometer crimes de racismo, homofobia e xenofobia contra um tripulante da companhia aérea Latam. A prisão preventiva foi cumprida no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que o passageiro retornava de uma viagem à Alemanha.

Os crimes ocorreram no dia 10 de maio, durante o voo LA8070, que partiu de São Paulo com destino a Frankfurt. De acordo com o registro da ocorrência, o chileno, identificado como Germán Naranjo Maldini, tentou abrir a porta da aeronave durante o trajeto e foi impedido pela tripulação. Um vídeo gravado pela vítima mostra o passageiro proferindo insultos como “macaco”, fazendo gestos imitando o animal e afirmando que ser homossexual e negro era “um problema”.

Durante a discussão registrada, o investigado mencionou “cheiro de preto” e “cheiro de brasileiro” como termos pejorativos direcionados aos funcionários. Após a denúncia formalizada pelas vítimas, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva do indivíduo. O mandado foi executado assim que ele desembarcou no Brasil para realizar uma conexão.

O homem passou por audiência de custódia ainda na sexta-feira, na qual o juiz decidiu pela manutenção da detenção. Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos e permanece à disposição do Poder Judiciário. A identidade do preso não foi revelada pelas autoridades.

Em nota oficial, a Latam informou que repudia práticas discriminatórias e violentas. A companhia afirmou que está colaborando integralmente com as investigações da Polícia Federal e que oferece suporte jurídico e acolhimento psicológico ao funcionário atingido pelas ofensas. O caso segue em tramitação na esfera federal.