Posto Petrobras - Foto: Reprodução
Entidades e especialistas do setor de petróleo associam os aumentos nos combustíveis à privatização da BR Distribuidora. Analistas afirmam que a venda da subsidiária eliminou o controle estratégico do Estado sobre o fornecimento. O mercado ficou sujeito a reajustes que ignoram os valores praticados nas refinarias.
O Brasil perdeu a ferramenta institucional para frear a especulação em momentos de crise. A diretora técnica do Ineep, Ticiana Alvares, alertou para a venda de gasolina a R$ 9 em São Paulo. Esse preço ocorre mesmo sem aumentos equivalentes pela Petrobras.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirma que o conflito no Oriente Médio serve de pretexto para lucros excessivos. O valor final na bomba apresenta acréscimo de aproximadamente 40%, segundo a federação. O coordenador Deyvid Bacelar explica que a Petrobras era uma empresa integrada do poço ao posto.
Uma companhia que atua em todas as etapas consegue praticar políticas de preços diferenciadas. O professor Geraldo de Souza Ferreira, da UFF, compartilha essa visão acadêmica. Ele argumenta que a saída de empresas públicas retira ferramentas de intervenção do governo.
Empresas estatais seguem uma função social enquanto as privadas buscam o lucro financeiro. A Vibra Energia, compradora da BR Distribuidora, registrou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. O presidente da companhia destacou o crescimento consistente de margens a cada trimestre.
A Petrobras perdeu o controle da distribuidora em julho de 2019 e concluiu a venda em 2021. O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a alienação de subsidiárias não exige autorização legislativa. O governo anterior defendia que a estatal deveria focar apenas na produção de óleo e gás.
A União adotou medidas para diminuir o impacto financeiro no bolso do cidadão. O governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins (contribuições federais para a seguridade social) sobre o diesel. A Medida Provisória nº 1.340 autorizou ainda uma subvenção (auxílio financeiro governamental) para a comercialização.
Essas ações reduziram o custo do diesel em R$ 0,64 por litro para o consumidor. A Petrobras responde por 45,5% do preço médio final do combustível. O restante do valor envolve tributos estaduais, custos de revenda e a adição de biodiesel. Uma sala de monitoramento acompanha as condições do mercado interno e externo.
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