Análise técnica do celular de Daniel Vorcaro não identificou mensagens vinculadas a Alexandre de Moraes; investigação permanece sob sigilo. | Foto: Montagem

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Investigação PF não encontra mensagens entre Vorcaro e Moraes, diz STF

Supremo afirma que perícia nos celulares do banqueiro preso não registrou comunicação com o ministro Alexandre de Moraes; caso segue sigiloso

por: NOVO Notícias

Publicado 7 de março de 2026 às 08:47

A Polícia Federal realizou perícia nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, mas não encontrou registros de mensagens trocadas com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi confirmada pelo próprio STF nesta sexta-feira (6), depois que reportagem do jornal O Globo indicou uma suposta conversa entre os dois no dia da prisão do empresário, em novembro de 2025.

De acordo com nota da Secretaria de Comunicação do STF, a análise técnica do material extraído dos dispositivos de Vorcaro não identificou qualquer mensagem enviada ou recebida vinculada ao ministro. O tribunal explicou que as mensagens de visualização única que constam naquele dia não correspondem ao número de Moraes.

O STF destacou ainda que não pode divulgar o possível destinatário das mensagens, já que o processo permanece sob sigilo por decisão do ministro André Mendonça, responsável pelo caso relacionado ao Banco Master.

Após a divulgação do posicionamento da Corte, o jornal O Globo reafirmou a veracidade da reportagem, afirmando que o conteúdo teria sido obtido a partir de uma extração pericial feita pela Polícia Federal. Segundo o veículo, o procedimento utilizou um software capaz de recuperar arquivos e acessar mensagens de WhatsApp, incluindo as de visualização única.

A publicação ainda detalhou que, em 17 de novembro de 2025, data da prisão de Vorcaro, mensagens enviadas por ele questionariam sobre a possibilidade de “bloquear” uma operação. O jornal informou que o contato atribuído a Moraes teria respondido apenas com mensagens de visualização única e emojis, com número ocultado para preservar dados pessoais.

Até o momento, não há confirmação de novas apurações relacionadas às mensagens. O STF reforça que o caso segue restrito aos autos e sob sigilo, mantendo a análise limitada às autoridades competentes.

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