A decisão de Toffoli amplia o acesso das defesas aos dados recolhidos pela Polícia Federal, em meio a questionamentos sobre seu vínculo societário com empresa do grupo Tayayá. | Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Ministro do STF ordena envio integral de laudos com dados telemáticos e telefônicos no caso Master, após revelar sociedade com empresa ligada a cunhado do banqueiro
Publicado 12 de fevereiro de 2026 às 13:45
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou, nesta quinta-feira (12), que a Polícia Federal encaminhe, na íntegra, a perícia dos celulares e demais mídias apreendidas no caso Master, incluindo os aparelhos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. A medida engloba dados telemáticos, informáticos e telefônicos, além de outros elementos de prova.
Segundo o documento assinado pelo magistrado, a decisão atende a pedidos já apresentados pelas defesas dos investigados, que solicitavam acesso completo ao material pericial. A determinação de Toffoli acontece no mesmo dia em que o ministro divulgou uma nota pública admitindo ser sócio da empresa Maridt, que negociou participações do resort Tayayá, no Paraná, com Fabiano Zetel, cunhado de Vorcaro.
Em nota, Toffoli explicou que a Maridt é uma empresa familiar, administrada por parentes, e que sua participação societária está resguardada pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que permite ao magistrado receber dividendos sem atuar na gestão da companhia.
A empresa fez parte do grupo Tayayá Ribeirão Claro até fevereiro de 2025, segundo o ministro. A participação de Toffoli foi encerrada em duas etapas: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em setembro de 2021, e a alienação do saldo à PHD Holding, em fevereiro de 2025. Todas as operações foram registradas junto à Receita Federal e ocorreram dentro do valor de mercado.
Toffoli reforçou que a ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída a ele apenas em novembro de 2025, meses após ter encerrado sua participação na empresa. Ele afirmou ainda que desconhece o gestor do Fundo Arllen e que jamais manteve qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro ou seu cunhado Fabiano Zetel.
O envio integral da perícia pela PF deve permitir que as defesas analisem todos os dados coletados, fortalecendo o acesso à informação e à transparência no processo que envolve o banco e seus antigos administradores.
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