Avaliação médica indica distanciamento da realidade e manutenção da custódia sob responsabilidade do Estado. | Foto: Reprodução
Um laudo pericial revelou que Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque a faca contra o então candidato Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, afirmou a profissionais de saúde que teria a intenção de concorrer à Presidência da República em 2026. As informações constam em avaliação médica recente anexada a processos que acompanham o caso.
Segundo o documento, Adélio chegou a mencionar os jornalistas William Bonner e Patrícia Poeta como possíveis companheiros de chapa, afirmando confiar na credibilidade pública dos apresentadores. As declarações, no entanto, foram classificadas pelos peritos como incompatíveis com a realidade.
Os especialistas responsáveis pelo exame apontaram que o conteúdo das falas apresenta características de delírios persistentes, indicando um quadro de transtorno mental grave. De acordo com o laudo, o estado psíquico identificado compromete de forma significativa a capacidade civil plena.
O relatório também destaca que Adélio não possui condições mentais para compreender integralmente seus atos ou responder por eles de maneira consciente. Esse entendimento reforça avaliações anteriores feitas ao longo do acompanhamento judicial do caso.
Adélio Bispo permanece sob custódia do Estado, com monitoramento contínuo da Justiça e acompanhamento regular de equipes de saúde. A medida segue o entendimento já consolidado de inimputabilidade penal, mantido desde o encerramento do processo criminal.
O caso segue sob supervisão judicial, com foco no controle clínico e na segurança institucional, conforme previsto na legislação brasileira para situações dessa natureza.
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