Um em cada cinco servidores federais trabalha em regime remoto ou híbrido

Cotidiano

Funcionalismo Um em cada cinco servidores federais trabalha em regime remoto ou híbrido

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação revelam que 18% do funcionalismo federal aderiu ao trabalho fora das repartições; agências reguladoras lideram o ranking

por: NOVO Notícias

Publicado 12 de junho de 2026 às 23:56

Pelo menos 106 mil servidores federais brasileiros trabalham atualmente em regime remoto, seja de forma integral ou híbrida. O número representa aproximadamente 18,8% do total de 564 mil servidores ativos no país. Os dados foram obtidos pela agência Fiquem Sabendo, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), junto ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Do contingente em teletrabalho, 33 mil profissionais atuam em regime remoto integral e 73 mil de forma híbrida. A modalidade é regida pelo Programa de Gestão e Desempenho (PGD), que substitui o controle de ponto eletrônico pelo monitoramento de resultados. Segundo o MGI, a adesão ao modelo depende de acordo com as chefias e da manutenção da produtividade.

As agências reguladoras apresentam os maiores índices de trabalho fora das sedes. Na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 97% dos 1,35 mil servidores estão em regime híbrido. Índices elevados também foram registrados na Agência Nacional do Cinema (Ancine), com 88%, na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com 86%, e na Agência Nacional do Petróleo (ANP), que contabiliza 85% de seu quadro em home office parcial ou total.

Em contrapartida, os órgãos ligados à previdência social e à segurança nacional mantêm a predominância do trabalho presencial. No Ministério da Previdência Social, 60% dos servidores comparecem diariamente às unidades, enquanto no INSS o índice de trabalho presencial atinge 50%. Militares, instituições de ensino e órgãos da Presidência da República, como a Casa Civil e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), operam quase integralmente no modelo tradicional.

O levantamento detalha ainda que os dados correspondem a 145 mil servidores que já aderiram formalmente ao PGD, o que equivale a cerca de 25% de todo o serviço público federal. As planilhas liberadas permitem o acompanhamento do teletrabalho dividido por órgão e por cargo, fornecendo uma base técnica para a análise da evolução da gestão de pessoas na administração pública direta e indireta.

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