Horário do treino pode mudar até a pressão e a saúde do coração, aponta estudo. | Foto: Reprodução
Pesquisa mostra que alinhar o exercício ao relógio biológico melhora pressão, sono e marcadores do corpo — com diferenças significativas entre quem treina de manhã ou à noite
Publicado 7 de maio de 2026 às 19:30
Um estudo publicado na revista científica Open Heart indica que o horário em que a pessoa se exercita pode influenciar diretamente a saúde do coração. Segundo os pesquisadores, alinhar o treino ao chamado cronotipo — se a pessoa é mais ativa de manhã ou à noite — pode melhorar a pressão arterial, o sono e outros indicadores metabólicos.
A pesquisa acompanhou 150 pessoas entre 40 e 60 anos, todas sedentárias e com fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, sobrepeso ou obesidade. Os participantes foram divididos em dois perfis: matutinos e vespertinos. Depois, passaram por treinos supervisionados de 40 minutos, cinco vezes por semana, durante 12 semanas — realizados entre 8h e 11h ou entre 18h e 21h.
A principal diferença apareceu nos resultados entre quem treinou em horários alinhados ao próprio cronotipo e quem treinou em horários “fora do ritmo natural”. No grupo que respeitou o relógio biológico, a redução da pressão sistólica chegou a 10,8 mmHg. Já no grupo que treinou em horários incompatíveis, a queda foi menor: 5,5 mmHg.
Receba as notícias do NOVO Notícias no seu WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/IYAIC37yjtN1fJOMFNNkFR
Entre participantes com hipertensão, o efeito foi ainda mais evidente. A pressão caiu, em média, 13,6 mmHg quando o exercício foi feito no horário ideal para o organismo, contra 7,1 mmHg no grupo contrário.
Os pesquisadores também observaram melhora na qualidade do sono, na capacidade aeróbica e em marcadores metabólicos, além de uma resposta mais eficiente do sistema cardiovascular no grupo sincronizado ao cronotipo.
Segundo o estudo, essa relação entre relógio biológico e exercício pode ajudar a “sincronizar” funções do corpo ligadas ao metabolismo, vasos sanguíneos e inflamação. Apesar dos resultados positivos, os autores alertam que a pesquisa teve limitações, como o número reduzido de participantes e o fato de ter sido realizada em apenas um centro hospitalar no Paquistão.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias