Mudança na relatoria ocorre após relatório da PF citar o nome do ministro em investigação sobre o Banco Master. | Foto: Divulgação/STF

Política

Judiciário Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master após avanço da PF no STF

Redistribuição foi solicitada pelo próprio ministro em meio ao aprofundamento das investigações conduzidas pela Polícia Federal

por: NOVO Notícias

Publicado 13 de fevereiro de 2026 às 07:07

O ministro Dias Toffoli deixou, na noite desta quinta-feira (12), a relatoria das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), em um momento de avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal. A decisão foi tomada após reunião entre os ministros da Corte e atende a um pedido do próprio magistrado, que solicitou a redistribuição do processo.

Em nota oficial, o STF informou que Toffoli alegou “altos interesses institucionais” para deixar o caso. Segundo a Corte, a saída do ministro não invalida nenhum dos atos já praticados no processo, que seguirá normalmente sob a responsabilidade de outro integrante do Supremo, a ser definido.

No mesmo comunicado, o STF esclareceu que não cabe arguição de suspeição contra Dias Toffoli. A suspeição é um instrumento jurídico usado para questionar a imparcialidade de um magistrado quando há vínculo direto com o objeto da investigação. De acordo com a Corte, não há impedimento legal nem suspeição, e os ministros manifestaram apoio pessoal ao colega.

Relatório da Polícia Federal

A decisão ocorre após a Polícia Federal encaminhar ao STF, na última segunda-feira (9), um relatório que menciona o nome de Toffoli. As informações teriam sido obtidas a partir de dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso. O conteúdo foi apresentado aos ministros pelo presidente do STF, Edson Fachin, durante a reunião.

O documento também foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por analisar eventuais providências no âmbito do Ministério Público.

Esclarecimentos do ministro

Após a repercussão do relatório, Dias Toffoli divulgou nota pública para esclarecer as informações relacionadas ao seu nome. O ministro confirmou que integra o quadro societário da empresa Maridt, mas afirmou que a administração é realizada por familiares.

Toffoli negou qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro e destacou que sua participação societária está de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura. A legislação permite que magistrados sejam sócios de empresas, desde que não exerçam atos de gestão ou administração direta.

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