Um caso que acende alerta no sistema de identificação civil e levanta suspeitas de um esquema que pode ter alcance maior do que o inicialmente previsto. | Foto: Divulgação/PCRN

Cotidiano

Investigação Servidora investigada no RN por identidades falsas e mais de 400 documentos em esquema de fraude e empresas fantasmas

Investigação aponta suposto uso indevido de sistema de identificação civil para criação de registros com dados falsos no RN; Justiça determinou afastamento da servidora e apreensão de equipamentos

por: NOVO Notícias

Publicado 23 de abril de 2026 às 13:35

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Alter Ego para investigar uma servidora suspeita de envolvimento em um suposto esquema de fraude na emissão de documentos de identificação civil. A Justiça determinou o afastamento imediato da investigada, após indícios de uso indevido de sistema oficial para criação de identidades fictícias no estado.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após comunicação da própria Polícia Científica do RN, que identificou inconsistências em registros antigos do sistema de identificação civil. Com a modernização do sistema biométrico, foi possível revisar cadastros anteriores e detectar possíveis irregularidades em documentos emitidos antes da implantação da tecnologia.

A servidora investigada teria utilizado credenciais funcionais para inserir dados biográficos falsos no sistema oficial e vincular impressões digitais a registros de pessoas inexistentes. Os documentos possivelmente fraudados teriam sido utilizados em ações como abertura de contas bancárias, constituição de empresas de fachada e aquisição de veículos.

De acordo com a Polícia Civil, o número de registros sob análise pode ultrapassar 400 documentos, com possível desdobramento em investigações sobre crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços residencial e profissional da investigada, com apreensão de um notebook e um aparelho celular para perícia.

A Justiça também determinou o afastamento imediato da servidora, com proibição de acesso às dependências e aos sistemas institucionais, enquanto as investigações seguem em andamento.