Ministro afastado por denúncia segue recebendo R$ 100 mil e gera polêmica no STJ. | Foto: Gustavo Lima/STJ
Afastamento ocorreu após abertura de sindicância por denúncias de assédio sexual, mas magistrado continua recebendo remuneração integral enquanto decisão do CNJ sobre cortes de verbas em casos disciplinares gera questionamentos sobre sua aplicação no STJ
Publicado 23 de abril de 2026 às 12:30
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está afastado do cargo há cerca de dois meses em razão da abertura de sindicância interna que apura denúncias de assédio sexual. Durante o período de afastamento, segundo informações disponíveis, o magistrado segue recebendo remuneração correspondente ao cargo, estimada em cerca de R$ 100 mil.
O caso envolve discussão sobre a aplicação de regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelecem diretrizes relacionadas ao pagamento de verbas indenizatórias em situações de afastamento decorrente de processos administrativos ou sindicâncias.
No âmbito institucional, o STJ decidiu instaurar Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos após a fase inicial de apuração interna. Paralelamente, houve a abertura de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), determinada pelo ministro Nunes Marques, para análise da conduta do magistrado.
Em manifestações encaminhadas à imprensa, a defesa do ministro Marco Buzzi afirma que ele não praticou qualquer irregularidade ao longo de sua trajetória funcional. Os advogados também sustentam que as acusações carecem de comprovação e que o magistrado nega as imputações.
O caso segue em tramitação nas instâncias administrativas e judiciais competentes.
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