Estudo da UFRN aponta que semente de tamarindo pode ter efeito no controle do açúcar no sangue em testes laboratoriais. | Foto: Cícero Oliveira/Agecom UFRN

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Saúde Semente de tamarindo pode ajudar a controlar açúcar no sangue, aponta estudo da UFRN

Pesquisa indica que composto natural da semente reduz ação de enzima ligada à digestão de carboidratos e pode abrir caminho para novas estratégias no controle da glicemia

por: NOVO Notícias

Publicado 6 de maio de 2026 às 20:30

Um estudo desenvolvido na Universidade Federal do RN (UFRN) indica que um composto extraído da semente de tamarindo pode ajudar no controle do açúcar no sangue. A pesquisa aponta que a substância atua na redução da atividade de uma enzima ligada à digestão de carboidratos, o que pode impactar diretamente nos níveis de glicose após as refeições.

A pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGNUT/UFRN) e identificou que o inibidor de tripsina presente na semente de tamarindo pode reduzir a ação da enzima α-amilase, responsável por transformar carboidratos em açúcares simples.

Segundo os pesquisadores, essa redução na atividade enzimática chegou a mais de 37% nos testes realizados em laboratório, o que chamou atenção para o potencial funcional do composto natural.

Os experimentos combinaram análises in vitro e simulações computacionais avançadas, com apoio do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD) da UFRN. As modelagens ajudaram a entender como as moléculas interagem diretamente com a enzima.

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De acordo com a equipe envolvida no estudo, os resultados reforçam investigações anteriores que já apontavam possíveis efeitos metabólicos positivos associados ao extrato da semente de tamarindo, incluindo impactos sobre saciedade e processos inflamatórios.

A professora responsável pela orientação da pesquisa destaca que os dados ainda estão em fase experimental e não representam aplicação clínica imediata, mas ampliam o conhecimento sobre compostos bioativos de origem vegetal.

Os pesquisadores afirmam que novos estudos devem avançar na avaliação de segurança, eficácia e possíveis aplicações tecnológicas, como o desenvolvimento de alimentos funcionais ou nutracêuticos.

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