Comércio do Rio Grande do Norte volta a crescer em novembro e apresenta desempenho melhor que a média brasileira, apontam dados oficiais do IBGE. | Foto: Reprodução
O Rio Grande do Norte registrou o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) da região Nordeste, segundo dados do relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgados nesta terça-feira (26). O estado alcançou a marca de 0,778 (em uma escala que vai de 0 a 1), o que o posiciona na 15ª colocação no ranking nacional, embora o índice permaneça abaixo da média brasileira de 0,805.
O resultado do Rio Grande do Norte é o melhor de toda a série histórica, iniciada em 2012, quando o índice foi de 0,695, o que colocou o estado, à época, na 20ª posição do ranking entre todas as unidades da Federação.
O Índice de Desenvolvimento Humano mede o progresso de uma população avaliando três pilares básicos: saúde (vida longa e saudável), educação (acesso ao conhecimento) e renda (padrão de vida digno). O resultado final é calculado por meio da média geométrica dos dados normalizados de cada uma dessas três áreas.
Na comparação regional, o Rio Grande do Norte supera o Ceará, que detém a segunda posição do Nordeste com 0,773. Pernambuco aparece em terceiro lugar com 0,767, seguido por Piauí (0,764) e Sergipe (0,761). O Maranhão apresenta o menor índice da região e do país, com 0,745.
Em âmbito nacional, o Distrito Federal lidera o levantamento com um IDHM de 0,866, seguido por São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833).

O principal componente para o desempenho potiguar foi o indicador de longevidade, que atingiu 0,843 em 2014. Em 2024, a esperança de vida ao nascer no estado chegou a 77,83 anos, a maior do Nordeste e a segunda maior do país, atrás apenas de Santa Catarina (78,27). No recorte por gênero, as mulheres do Rio Grande do Norte possuem a maior expectativa de vida do Brasil, com média de 81,24 anos, superando a média nacional feminina de 79,88.
Na área da educação, 63,21% da população com 18 anos ou mais concluiu o ensino fundamental no estado em 2024. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa de conclusão é de 74,62%. O levantamento indica que a população feminina apresenta melhores índices de escolaridade: 65,63% das mulheres adultas e 77,15% das adolescentes finalizaram a etapa básica. Os números do Rio Grande do Norte neste setor são superiores aos registrados na Paraíba (59,14%) e no Piauí (59,66%).
O IDHM potiguar é completado pelos índices específicos de educação (0,657) e renda (0,676), que figuram abaixo do patamar de longevidade. O ranking nacional é liderado pelo Distrito Federal (0,834), enquanto o estado de Alagoas ocupa a última posição (0,670).
O Rio Grande do Norte registrou um aumento geral na Renda Domiciliar Per Capita (RDPC) em 2024, atingindo a marca de R$ 704,20, de acordo com levantamento do PNUD. O crescimento em relação a 2012, quando a média foi de R$ 595,13, ocorreu em todos os recortes de gênero e raça.
Dados do Brasil
O Brasil atingiu pontuação de 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano. É o melhor resultado da série histórica, superando os 0,744 registrados em 2012. Entre os três pilares que compõem o índice, a saúde apresenta o melhor desempenho. O quesito longevidade subiu de 0,829, em 2012, para 0,860, em 2024. De acordo com o PNUD, a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) é o fator direto para que o Brasil mantenha indicadores nesta área similares aos de nações desenvolvidas.
A educação foi o indicador que registrou a maior ascensão no período analisado. O subíndice saltou de 0,679 para 0,798, um aumento superior a 0,1 ponto. A análise técnica da organização associa este crescimento aos reflexos de longo prazo de políticas públicas de transferência de renda e condicionalidades escolares, como o programa Bolsa Família.
O indicador de renda, por outro lado, apresentou evolução lenta na última década. O parâmetro oscilou de 0,732 para 0,760 e é o componente que impede um crescimento mais expressivo do IDH nacional. O relatório aponta que a trajetória de melhora dos índices foi contínua desde 2012, com interrupções apenas nos anos de 2020 e 2021, em decorrência da pandemia de covid-19.
Apesar dos avanços médios, o estudo revela disparidades de gênero, raça e região. No recorte por sexo, homens possuem nível de desenvolvimento “muito alto” (0,802), enquanto mulheres permanecem no patamar “alto” (0,798). A desigualdade racial mostra que pessoas brancas atingem 0,851, enquanto a população negra registra 0,774.
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