Mais de 432 mil trabalhadores do comércio, indústria e serviços terão redução de jornada no RN. | Foto: Reprodução
A proposta de fim da escala 6×1 e a consequente redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais vai impactar diretamente a vida de 432.960 trabalhadores no RN. Os dados oficiais são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e revelam a enorme quantidade de potiguares que hoje cumprem a carga horária máxima permitida e que terão direito a trabalhar menos tempo por semana sem corte no salário.
O avanço da medida ganhou ritmo acelerado após o acordo costurado entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto final da PEC vai cravar o teto de 40 horas semanais com um prazo de transição de apenas um ano. No RN, esse contingente de quase meio milhão de beneficiados concentra-se principalmente nos setores de comércio, serviços, logística e frentes da indústria local.
Além dos trabalhadores que terão a carga horária semanal enxugada, o levantamento do governo federal aponta que o fim definitivo da escala 6×1 vai socorrer imediatamente 141.425 potiguares que hoje só possuem um único dia de folga na semana. Com a virada da lei em doze meses, todo esse grupo passará obrigatoriamente para o modelo 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso).
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Atualmente, o RN possui pouco mais de 331 mil pessoas inseridas em jornadas que já garantem folga dupla, o que representa cerca de 70% do mercado formalizado. Os outros 30% dos trabalhadores potiguares dependem diretamente da aprovação da PEC no Congresso para conseguir mais tempo de descanso, lazer e convívio familiar.
A votação do texto que altera a rotina de 432 mil potiguares está confirmada na Câmara dos Deputados para esta quinta-feira (28). O projeto entra em plenário com o consenso firmado entre o Palácio do Planalto e as lideranças partidárias, prevendo um corte imediato de duas horas de trabalho em até 60 dias após a promulgação e o encerramento completo da transição no prazo de um ano.
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