Pedreiro acusado de matar e queimar provas do caso Maria Fernanda foi condenado nesta quinta-feira (21). | Foto: Reprodução

Justiça

Crime bárbaro Réu é condenado a mais de 41 anos de prisão por estupro e morte da menina Maria Fernanda

O Tribunal do Júri de São Gonçalo do Amarante condenou, nesta quinta-feira (21), Alex Moreira a mais de 41 anos de prisão pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro de vulnerável, fraude processual e ocultação de cadáver

por: NOVO Notícias

Publicado 22 de maio de 2026 às 07:55

O Tribunal do Júri de São Gonçalo do Amarante condenou, nesta quinta-feira (21), Alex Moreira a mais de 41 anos de prisão pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro de vulnerável, fraude processual e ocultação de cadáver no caso da adolescente Maria Fernanda da Silva Ramos, de 12 anos.

O julgamento aconteceu no Fórum Desembargador Ivan Meira de Lima e reuniu familiares da vítima, moradores do município e estudantes de Direito. A sentença foi definida no mesmo dia, após horas de julgamento e análise das provas apresentadas pela acusação.

Segundo as investigações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Alex Moreira, que era ex-vizinho da família e trabalhava como pedreiro, já era apontado como principal suspeito desde o desaparecimento da adolescente.

Relembre o caso

Maria Fernanda desapareceu no dia 31 de outubro de 2024, após sair de casa para ir à escola, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal. Dias depois, o corpo da adolescente foi encontrado, causando grande comoção no município e repercussão em todo o Rio Grande do Norte.

De acordo com a polícia, o acusado tinha interesse na vítima e, após o crime, teria incendiado o próprio carro na tentativa de destruir possíveis provas.

Durante o julgamento, jurados analisaram depoimentos, laudos periciais e imagens reunidas ao longo da investigação. O advogado da família, Fábio Emanuel, acompanhou toda a sessão.

As provas apresentadas provocaram forte abalo emocional nos familiares de Maria Fernanda. Segundo a defesa da família, o pai e uma tia da adolescente passaram mal ao ver imagens utilizadas no processo. A mãe da vítima também precisou deixar o fórum antes da leitura da sentença após se sentir mal ao encontrar o condenado.

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