Ítalo Trindade volta em exposição no Margem Hub

Últimas

Arte Ítalo Trindade volta em exposição no Margem Hub

Composta de montagens abstratas e de pinturas sobre e telas e papel, a mostra permeia os desdobramento do estudo sobre luz e cor em diferentes instantes da carreira do artista

por: NOVO Notícias

Publicado 12 de maio de 2026 às 18:29

Ítalo Trindade está de volta ao circuito de exposições em Natal. O artista apresenta Chuva de Pólens, em cartaz de 15 de maio a 06 de junho no Margem Hub, em Potilândia, Natal. Composta de montagens abstratas e de pinturas sobre e telas e papel, a mostra permeia os desdobramento do estudo sobre luz e cor em diferentes instantes da carreira do artista. “O meu trabalho é sobre cor, que vai se desdobrando em temas”. conta Ítalo, o atento olhar observador sobre a paisagem do bairro de Tirol, Rio de Janeiro e, mais recente, os arredores de Paris. A união criativa com o Margem Hub, viabilizada pela Lei Aldir Blanc, estabelece possibilidade de diálogo criativo com novos players da cena cultura de Natal.

A possibilidade de fortalecer o circuito cultural natalense, mostrando os fundamentos do trabalho artístico para diferentes gerações motivou o retorno do Ítalo. A última exposição individual do artista aconteceu, em 2026, há exatos 20 anos, e compreendia pintura sobre telas e papel. Em Chuva de Pólens, serão apresentadas obras realizadas de 2019 e 2026, com destaque para montagens abstratas.

São obras nas quais o estudo de luz e cor ganham o uso encontram o beneficiamento e aproveitamento sustentável de resíduos de pratos e vasos de plásticos. Até se materializar em obra, o material plástico é pintado, recortado e milimetricamente incorporado com elemento de tradução de luz e cor. “Meu trabalho permanece em diferentes escalas, seja qual for a dimensão da obra”, conta o artista potiguar, relembrando da mostra Espectrocromo, que abriu as portas da Galeria fundada pelo artista Hélio Oiticca, no Rio de Janeiro.

Em Chuva de Pólens, serão apresentadas obras realizadas de 2019 e 2026, com destaque para montagens abstratas

Já tendo vivido no Rio de Janeiro e Minas Gerais, Ítalo é um ser observador da paisagem do Parque das Dunas, visto do Tirol. Desde criança, fauna e flora despertaram, talvez por influência do pai, que era engenheiro agrônomo, não escapava do olhar e dos desenhos do futuro artista. Ainda na infância, o menino artista igualmente era impactado, também, pela manualidade dos bordados e o primor do corte e costura de autoria da sua mãe. Da sala de aula da Escola Técnica ao exame de aptidão para o curso de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande (UFRN), o cálculo e a precisão matemática do desenho geométrico prenunciara que viria a ser o fundamento basilar do trabalho do Ítalo: a possiblidade de transpor arquitetura da luz e cor da natureza em expressão de arte. “Eu tirei o objeto, só olhei cor”, reflete o artista sobre a transposição imagética presente em Chuva de Pólens.

Tags