O caso da menina Maria Clara Silva, de 10 anos, internada em Natal após apresentar graves lesões na pele, ganhou um novo desdobramento nesta semana. O infectologista potiguar Kleber Luz afirmou que considera “quase impossível” uma relação entre o quadro clínico da criança e a bactéria investigada pela Anvisa em lotes do detergente da marca Ypê.
Segundo o especialista, as manchas apresentadas pela menina são mais compatíveis com um quadro de Parvovirose, infecção viral causada pelo parvovírus B19, comum em crianças dessa faixa etária.
“A chance de ser a bactéria do Ypê é quase impossível. As manchas que a Pseudomonas aeruginosa produz na pele são enegrecidas, escuras”, explicou o médico.
A suspeita ganhou repercussão após a mãe da criança, Tatiana Silva, relatar que a filha apresentou reações cerca de 40 minutos depois de utilizar um detergente pertencente a um lote citado em alerta sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Maria Clara passou por unidades de saúde em Natal e em São Gonçalo do Amarante antes de ser transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, onde segue internada. Apesar do susto inicial, o estado de saúde dela é considerado estável.
Nas redes sociais, a mãe afirmou ter sido alvo de ataques após o caso ganhar repercussão política. Ela negou qualquer motivação partidária.
“Minha única preocupação é com a saúde dela”, declarou.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal e a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte informaram que o caso continua sob investigação da Vigilância Epidemiológica. O resultado dos exames laboratoriais deve confirmar nos próximos dias se a criança realmente apresenta quadro compatível com Parvovirose.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias