Controlador do Banco Master está preso desde março em desdobramento que atinge cúpula de poder..| Foto: Reprodução/Redes Sociais

Política

Caso Master PF rejeita delação de Vorcaro por tentar proteger “figurões de Brasília”, mas PGR tenta abrir pen-drive com segredos

Polícia Federal recusou acordo com Daniel Vorcaro apontando omissões graves; PGR decide continuar triagem de pen-drive entregue pela defesa

por: NOVO Notícias

Publicado 21 de maio de 2026 às 10:52

A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os investigadores barraram o acordo após constatarem omissões relevantes e indícios de que o banqueiro tentou usar o mecanismo para blindar e preservar figuras políticas altamente influentes de Brasília que estariam envolvidas no esquema.

A decisão de negar a colaboração foi comunicada diretamente à equipe jurídica do empresário. De acordo com a corporação, os anexos apresentados foram considerados insuficientes, sem utilidade prática e classificados como uma tentativa de “delação seletiva”, omitindo os verdadeiros chefes das fraudes financeiras.

Apesar do veto contundente da Polícia Federal, o caso ganhou uma reviravolta nos bastidores do Ministério Público. A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu que continuará analisando os anexos e as provas entregues pela defesa do banqueiro.

O Pen-Drive dos Segredos

O foco do órgão agora está concentrado na triagem de um pen-drive entregue pelos advogados de Vorcaro às autoridades. A equipe de acusação da PGR vai cruzar os dados para descobrir o que o réu de fato consegue provar em suas confissões e se há elementos inéditos que justifiquem passar por cima do relatório da PF.

Para que qualquer acordo ganhe validade jurídica e seja homologado, a lei exige que o investigado traga fatos novos e provas materiais que façam o processo avançar, o que a PF alega que não aconteceu na primeira tentativa.

Daniel Vorcaro segue em prisão preventiva desde 4 de março. O banqueiro foi capturado durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que desarticulou um esquema bilionário de venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

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