Contrato vazado bota Eduardo Bolsonaro no centro de investigação da PF sobre R$ 61 milhões; entenda. | Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
Documento obtido pelo The Intercept revela que filho de ex-presidente controlava finanças de obra; polícia apura se recursos financiaram lobby contra o Brasil
Publicado 15 de maio de 2026 às 17:01
A Polícia Federal abriu uma linha de investigação agressiva para descobrir se uma dinheirama doada pelo banqueiro Daniel Vorcaro foi desviada para bancar o “autoexílio” de Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.
Um contrato secreto obtido pelo portal The Intercept Brasil revela que o ex-deputado assinou o documento como produtor-executivo do filme biográfico de Jair Bolsonaro, tendo controle direto sobre a gestão financeira dos recursos.
Segundo as investigações, o dono do Banco Master injetou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar a obra, intitulada Dark Horse, após um pedido direto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O contrato coloca Eduardo e o deputado federal Mário Frias (PL) no comando estratégico do orçamento, com a responsabilidade de identificar recursos, patrocínios e lidar com investidores.
A PF apura se esses milhões bancaram despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde março de 2025, e se os recursos financiaram um forte lobby em articulação com o governo Trump.
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Os investigadores suspeitam que essa movimentação possa ter influenciado medidas severas contra o Brasil, como o tarifaço sobre produtos nacionais, a revogação de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.
Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para rechaçar as suspeitas. Segundo o ex-deputado, a história “não se sustenta e é tosca”. Ele alega que seu status migratório nos Estados Unidos não permitiria o recebimento de fundos de investimento e que, se isso tivesse ocorrido, o próprio governo americano aplicaria punições.
A revelação das mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro ocorreu às vésperas da prisão do banqueiro e da liquidação do Banco Master, colocando o financiamento do filme no topo das prioridades dos investigadores federais.
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