Fortes chuvas em Natal provocaram alagamentos, desabrigaram famílias e colocaram sistemas de drenagem sob pressão na capital. | Foto: Reprodução
Natal registrou, em apenas 11 dias de fevereiro, um volume de chuva superior ao esperado para todo o mês. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital potiguar acumulou 140 milímetros de precipitação até esta quarta-feira (12), número acima da média histórica de fevereiro, que é de 100 milímetros. As chuvas intensas provocaram alagamentos e deixaram famílias desabrigadas, principalmente na Zona Norte da cidade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), somente entre a noite da terça-feira (11) e a quarta-feira (12), foram registrados 80 milímetros de chuva na Zona Sul. Na Zona Norte, o volume foi ainda maior, alcançando 93 milímetros no mesmo período, o que agravou a situação em áreas mais vulneráveis.
O impacto mais grave foi registrado no Conjunto Jardim Primavera, na Zona Norte de Natal, onde o transbordamento de uma lagoa de captação provocou alagamentos em ruas e residências. Moradores enfrentaram perdas materiais e precisaram deixar suas casas por segurança.
Segundo a Prefeitura de Natal, 160 famílias ficaram temporariamente desabrigadas e foram acolhidas em residências de parentes. A gestão municipal informou que segue monitorando a situação e prestando assistência às famílias atingidas.
Ainda de acordo com a prefeitura, o prefeito Paulinho Freire confirmou que será encaminhado à Câmara Municipal um projeto de lei para isentar do pagamento do IPTU de 2026 as famílias afetadas do Jardim Primavera. A medida, segundo a gestão, busca amenizar os impactos financeiros causados pelos alagamentos.
Durante entrevista, o prefeito também confirmou que houve falha em uma das bombas da lagoa de captação do conjunto, equipamento essencial para o escoamento da água da chuva. O problema contribuiu para o transbordamento registrado durante o pico das precipitações.
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