Morte de juíza após fertilização in vitro levanta dúvidas sobre riscos raros do procedimento. | Foto: Reprodução

Cotidiano

ALERTA Morte de juíza após fertilização in vitro acende alerta sobre riscos do procedimento

Caso ocorreu em Mogi das Cruzes (SP) e está sendo investigado; especialista explica que complicações graves em reprodução assistida são raras, mas podem acontecer

por: NOVO Noticias

Publicado 7 de maio de 2026 às 18:00

Uma juíza de 34 anos morreu em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, dois dias após realizar um procedimento de reprodução assistida em uma clínica particular. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e reacendeu dúvidas sobre possíveis riscos da fertilização in vitro. A magistrada Mariana Francisco Ferreira, que atuava no Tribunal de Justiça do RS (TJRS).

Segundo informações iniciais, cerca de uma hora após o procedimento, ela passou mal e apresentou fortes dores, sendo levada a uma unidade de saúde após um sangramento associado a uma hemorragia vaginal.

Ela permaneceu internada em uma UTI por dois dias e, de acordo com as informações divulgadas, sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu. A clínica onde o procedimento foi realizado, a Invitro Reprodução Assistida, não teve detalhes adicionais divulgados até o momento. O caso segue sob apuração das autoridades.

Há riscos na reprodução assistida?

A fertilização in vitro é um procedimento em que óvulos e espermatozoides são fecundados em laboratório e, depois, o embrião é transferido para o útero. Em geral, trata-se de um procedimento considerado seguro e amplamente utilizado. Segundo especialistas, complicações graves são raras.

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De acordo com o ginecologista e obstetra Geraldo Caldeira, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o risco de uma complicação grave é estimado em cerca de um caso para cada 100 mil pacientes.

Entre os eventos raros, podem ocorrer reações à anestesia, infecções, choque anafilático e hemorragias — como relatado no caso da juíza. Mesmo assim, especialistas reforçam que a grande maioria dos procedimentos ocorre sem intercorrências relevantes, e a reprodução assistida segue sendo uma alternativa segura para tratamento de infertilidade.

As circunstâncias exatas da morte ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

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