Petrobras afirma que exportações para a Ásia seguem sem risco mesmo diante da tensão geopolítica no Oriente Médio. | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não deve comprometer as exportações de petróleo da Petrobras para países asiáticos, segundo avaliação da própria estatal. A análise foi apresentada nesta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, durante coletiva à imprensa.
De acordo com o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da companhia, Claudio Romeo Schlosser, as vendas externas de petróleo para mercados como Índia, China e Coreia não utilizam rotas marítimas consideradas sensíveis ao atual cenário de guerra. Por isso, na avaliação do executivo, não há risco imediato para os embarques.
Segundo Schlosser, as operações de exportação da estatal seguem normalmente porque os trajetos usados para escoamento da produção brasileira não passam por áreas diretamente ameaçadas pela escalada militar na região do Golfo Pérsico.
O diretor também afirmou que a Petrobras não vê risco relevante nas importações pontuais de petróleo utilizadas para abastecer a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. Esse tipo específico de óleo é comprado, em média, a cada três meses.
Ainda segundo ele, existem diferentes rotas logísticas possíveis para esse transporte, incluindo o Estreito de Ormuz, o Mar Vermelho ou portos localizados no norte do Mar Mediterrâneo, o que reduz eventuais riscos operacionais.
Apesar da avaliação de estabilidade nas operações, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reconheceu que o cenário internacional é de grande instabilidade e pode provocar oscilações expressivas no preço do petróleo no mercado global.
Segundo ela, as projeções variam amplamente: o barril pode chegar a valores muito elevados ou cair significativamente, dependendo da evolução do conflito e das reações do mercado internacional.
Mesmo diante desse cenário, Chambriard afirmou que a Petrobras tem estrutura para enfrentar diferentes condições econômicas e manter sua estratégia operacional.
A presidente também destacou o desempenho financeiro da estatal em 2025, quando a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões. O resultado representa crescimento próximo de 200% em relação a 2024, quando o lucro foi de R$ 36,6 bilhões.
Segundo Chambriard, o desempenho foi impulsionado por maior eficiência operacional, disciplina de capital e melhorias nos processos produtivos da companhia, além da ampliação da produção de óleo e gás.
Um dos fatores que contribuíram para o aumento de 11% na produção de petróleo e gás no último ano foi a ampliação da capacidade da plataforma Almirante Tamandaré, uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO).
A capacidade da plataforma passou de 225 mil para 270 mil barris por dia. A estratégia de ampliação deve continuar nos próximos anos.
Outras três plataformas estão em construção em Singapura. A primeira delas deve chegar ao Brasil em agosto, enquanto a segunda está prevista para desembarcar ainda este ano, com início da produção estimado para o primeiro semestre de 2027.
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