Secretário adjunto de Planejamento, José Dionísio Gomes - Carmem Felix/Assecom
Em entrevista exclusiva, o secretário adjunto de Planejamento, José Dionísio Gomes, detalha a estratégia para superar marcas históricas e garantir a entrega de obras estruturantes no último ano da gestão Fátima Bezerra
Publicado 9 de fevereiro de 2026 às 14:01
O Governo do Rio Grande do Norte caminha para encerrar o segundo mandato da governadora Fátima Bezerra com números recordes na área de investimentos públicos. Após fechar o ano de 2025 com a marca de R$ 605,1 milhões aplicados, o terceiro maior volume anual desde 2010, o Estado já projeta um salto ainda maior para o próximo ano. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê um montante de R$ 1,977 bilhão em investimentos, valor que deve consolidar o maior ciclo de obras das últimas décadas no RN.
Essa previsão bilionária reflete uma estratégia de diversificação de fontes de financiamento, que combina recursos próprios do Tesouro Estadual, operações de crédito e, fundamentalmente, repasses federais através do Novo PAC e PAC Seleções. O objetivo central é superar os R$ 1,841 bilhão já executados entre 2023 e 2025, garantindo que o segundo mandato da atual gestão ultrapasse as cifras do período anterior.
Para o secretário adjunto de Planejamento, José Dionísio Gomes, o foco de 2026 está em transformar o planejamento em resultados diretos para o cidadão. “O diferencial para 2026 é a concentração em infraestrutura rodoviária e a ampliação de investimentos em saúde, segurança e educação”. Segundo o gestor, o planejamento prevê aproximadamente R$ 800 milhões apenas para a restauração de estradas e mais de R$ 210 milhões para a modernização de unidades hospitalares, como o hospital metropolitano e policlínicas regionais.
A seguir, acompanhe a entrevista na íntegra com o secretário adjunto, onde ele detalha como o Estado pretende manter o ritmo de execução e as principais obras que devem ser entregues à população potiguar até o final de 2026.
Novo Notícias – Secretário, o Rio Grande do Norte fechou o ano de 2025 com R$ 605,1 milhões investidos. Qual é a meta orçamentária de investimento direto para 2026 e como o Estado pretende superar o acumulado deste segundo mandato?
José Dionísio Gomes – A Lei Orçamentária Anual prevê R$ 1,977 bilhão em investimentos para 2026. Portanto, a meta supera de forma significativa os R$ 605,1 milhões executados em 2025 e cria condições para ultrapassar o acumulado de R$ 1,841 bilhão do segundo mandato. O diferencial para 2026 é a concentração em infraestrutura rodoviária e a ampliação de investimentos em saúde, segurança e educação, utilizando-se recursos principalmente do tesouro, de operações de crédito e de transferências federais.
Novo – Há sempre informações de que o Estado não possui “folga fiscal” para investir com recursos próprios. Para 2026, quais parcerias são pensadas para garantir que as obras não parem?
JD – O Estado historicamente combina recursos próprios com financiamentos e transferências para viabilizar investimentos estruturantes, realidade comum aos demais estados e à própria União. Os relatórios de 2026 demonstram que a estratégia continua sendo a diversificação de fontes, preservando o equilíbrio fiscal, com três pilares principais: recursos do Tesouro Estadual, operações de crédito e convênios federais. Isso mostra que não se trata de ausência de “folga fiscal”, mas de uma estratégia deliberada de financiamento, típica de estados que executam grandes obras, como hospitais e barragens.
Novo – A infraestrutura rodoviária continuará sendo o carro-chefe em 2026 ou haverá uma mudança de prioridade para saúde e educação?
JD – A infraestrutura rodoviária continuará, sim, sendo um dos principais eixos, uma vez que a malha do RN estava há mais de 20 anos sem recuperação efetiva. A LOA prevê aproximadamente R$ 800 milhões para a restauração de trechos rodoviários, pela sua importância para a logística e o desenvolvimento regional. Porém, o planejamento de 2026 amplia o escopo. Estão previstos mais de R$ 210 milhões para a saúde, incluindo o hospital metropolitano e policlínicas regionais, além de investimentos no Programa Nova Escola Potiguar. A diretriz não é substituição de prioridade, mas consolidação de um modelo equilibrado.
Novo – Dentre os projetos para 2026, quanto o investimento total depende do Novo PAC e quais obras são consideradas inegociáveis para este ano?
JD – O Novo PAC reúne empreendimentos relevantes, com destaque para a duplicação da BR-304 e o projeto Porto-Indústria Verde. Os investimentos incluem ainda obras hídricas essenciais, como a Barragem de Oiticica, o Ramal do Apodi, a Adutora Potiguar e a Adutora Seridó Norte. Na saúde, o programa contempla o Hospital de Trauma e Neurocirurgia do RN. Ao todo, o Novo PAC já investiu aproximadamente R$ 1,65 bilhão no estado, reafirmando o compromisso com o crescimento e a geração de empregos.
Novo – Na prática, quais grandes entregas o cidadão potiguar pode esperar em 2026 que consolidem essa política de resultados?
JD – Além das grandes obras hídricas e rodoviárias, teremos a construção de Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs da Cultura) em municípios como Natal, Mossoró e Currais Novos. Destacam-se também as Policlínicas em Natal, Assú e Ceará-Mirim, a expansão, ampliação e renovação da frota do SAMU e a urbanização do bairro Felipe Camarão, em Natal, pelo programa Periferia Viva.
Novo – Como o planejamento está sendo desenhado para garantir que o Estado mantenha a “capacidade de execução” para o próximo governo?
JD – O planejamento é estruturado considerando as variáveis macroeconômicas previstas para as atividades de geração de recursos financeiros. A responsabilidade pela viabilização do fluxo de caixa é da Secretaria de Fazenda. Estamos comprometidos com a operacionalização desses investimentos, já que, desde o seu início, eles geram renda, empregos e retorno para o estado por meio do aumento da arrecadação.
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