governadora Fátima Bezerra ressaltou que o Estado vem consolidando uma política estruturada para enfrentar os impactos da desertificação e das mudanças climáticas. Foto: Carmem Felix/Assecom GovRN

governadora Fátima Bezerra ressaltou que o Estado vem consolidando uma política estruturada para enfrentar os impactos da desertificação e das mudanças climáticas. Foto: Carmem Felix/Assecom GovRN

Cotidiano

Ambiente Governo do RN avança no combate à desertificação e na proteção da Caatinga

O novo plano contou com a contribuição de 216 representantes de diversos segmentos sociais, reunidos em seminários regionais realizados nos municípios de Currais Novos e Pau dos Ferros

por: Assecom Governo do RN

Publicado 19 de junho de 2026 às 16:00

O Governo do Estado reuniu nesta sexta-feira (19), no auditório do Idema, especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil durante o II Seminário do Conselho Deliberativo de Combate à Desertificação. O evento destacou importantes avanços alcançados na agenda ambiental, entre eles a conclusão da revisão do Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-RN), a regulamentação do Fundo Estadual de Combate à Desertificação — o primeiro do Brasil —, a redução dos índices de desmatamento da Caatinga, a ampliação das unidades de conservação e o fortalecimento institucional dos órgãos ambientais.

A abertura do seminário contou com a conferência magna “Restaurar a esperança: desafios e perspectivas para o Semiárido brasileiro”, ministrada por Alexandre Henrique Bezerra Pires, diretor do Departamento Nacional de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O encontro promoveu debates sobre recuperação de áreas degradadas, adaptação às mudanças climáticas e estratégias para o desenvolvimento sustentável do Semiárido.

Um dos momentos centrais da programação foi a apresentação da revisão do Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca no Rio Grande do Norte (PAE-RN), conduzida pelo coordenador de Meio Ambiente e Saneamento da Semarh, Robson Henrique Pinto da Silva.

O novo plano contou com a contribuição de 216 representantes de diversos segmentos sociais, reunidos em seminários regionais realizados nos municípios de Currais Novos e Pau dos Ferros. O documento estabelece cinco eixos estratégicos: gestão sustentável da terra e recuperação de áreas degradadas; adaptação às mudanças climáticas e enfrentamento da seca; pesquisa, inovação e gestão da informação; melhoria das condições de vida das populações afetadas; e fortalecimento da governança e das instituições.

Durante a abertura, a governadora Fátima Bezerra ressaltou que o Estado vem consolidando uma política estruturada para enfrentar os impactos da desertificação e das mudanças climáticas. “Celebramos importantes avanços nesta área. A realização do Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca representa um marco para o estado. Fomos o primeiro estado brasileiro a regulamentar o Fundo Estadual de Combate à Desertificação. Também celebramos a redução do desmatamento e o fortalecimento da estrutura ambiental do Estado, com novos servidores para o Idema e a ampliação das unidades de conservação. Seguiremos defendendo mais investimentos para a Caatinga, um patrimônio exclusivamente brasileiro e fundamental para o equilíbrio ambiental, o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida do nosso povo”, afirmou.

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Resultados positivos para a Caatinga

O evento ocorreu em um contexto de avanços na conservação ambiental. Dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), de iniciativa do MapBiomas Alerta, apontam que a Caatinga registrou redução de 25,9% na área desmatada em relação ao ano anterior. No Rio Grande do Norte, a queda foi de 22%, passando de 6.121 hectares desmatados em 2024 para 4.759 hectares em 2025.

Para o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, os resultados demonstram a importância do planejamento e da atuação integrada entre os órgãos ambientais. “Precisamos enfrentar essa realidade, que não é exclusiva do RN, mas de todo o Semiárido nordestino. Por isso, fala-se cada vez mais em iniciativas de restauração da Caatinga, com planos e programas voltados à recuperação desse bioma. Além dessas ações, o Estado também vem desenvolvendo seu plano estadual, conduzido com forte atuação da Secretaria de Meio Ambiente”, destacou.

Entre as ações recentes do Governo do Estado está a criação do Refúgio de Vida Silvestre Serra das Araras (REVIS Serra das Araras), instituído em 2026. Com 12.367,81 hectares, a unidade se tornou a maior área de conservação da Caatinga no Rio Grande do Norte, contribuindo para a preservação da biodiversidade, o enfrentamento das mudanças climáticas e o desenvolvimento de atividades sustentáveis.

Desafio nacional

O coordenador nacional de Combate à Desertificação, Alexandre Pires, alertou para o avanço da degradação da terra em todo o país e destacou o protagonismo potiguar na construção de políticas públicas para enfrentar o problema. “O Brasil registra, a cada década, um crescimento de cerca de 75 mil quilômetros quadrados de áreas semiáridas. Esse processo é resultado de diversas atividades econômicas e humanas e vem sendo agravado pelas mudanças climáticas. Precisamos ampliar os investimentos voltados à recuperação dessas áreas e construir um modelo de desenvolvimento mais sustentável. O RN tem a oportunidade de se tornar uma referência nacional, especialmente pelas iniciativas que vêm sendo implementadas e pela elaboração do Plano Estadual de Combate à Desertificação”, afirmou.

Participaram da abertura do seminário o diretor da Emater, Franki de Souza; a secretária da Agricultura Familiar, Cláudia Suassuna; o diretor-técnico do Idema, Thales Dantas; o presidente da Funcitern, Rafael Rodrigues; o deputado federal Fernando Mineiro; a deputada estadual Isolda Dantas; e o superintendente do Ibama, Jean Schimdt.

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