Cabo Deyvison e Diego Morais atuavam juntos em fiscalizações e transmissões ao vivo em Mossoró | Foto: Reprodução
Segundo a Polícia Civil, conjunto de provas reunido na investigação aponta que ataque teria sido motivado pela atuação do vereador contra organização criminosa; caso segue em apuração
Publicado 19 de junho de 2026 às 15:50
A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (19) que o atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL), ocorrido em Mossoró, teria sido motivado por uma retaliação de integrantes de uma facção criminosa. O ataque deixou o parlamentar ferido e resultou na morte do assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais.
Segundo os investigadores, o entendimento foi construído a partir do conjunto de provas reunido durante as diligências realizadas após o crime. A apuração aponta que o atentado teria relação com a atuação pública do vereador em ações de combate à criminalidade.
Durante entrevista coletiva, o diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, delegado Márcio Lemos, afirmou que os elementos obtidos até o momento sustentaram os pedidos de prisão preventiva dos suspeitos investigados no caso.
“O conjunto probatório que até então foi alicerçado para comprovar e decretar a prisão preventiva dos membros aponta que a motivação foi a retaliação da organização criminosa que o vereador combate”, declarou o delegado.
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Dois homens suspeitos de participação no atentado foram presos no Ceará na última terça-feira (16). Conforme a Polícia Civil, eles são naturais do Rio Grande do Norte, mas mantinham bases de atuação no estado vizinho.

Na operação, os agentes apreenderam o veículo apontado como usado na ação criminosa, além de um fuzil calibre 5.56 e uma pistola calibre .40. Os policiais também localizaram um imóvel usado como esconderijo pelos investigados no bairro Maísa, em Mossoró.

A investigação segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso e identificar possíveis outros envolvidos.
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