Presidente da Câmara, Hugo Motta, acerta detalhes finais da PEC da escala 6x1 com o presidente Lula. | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Política

Direito VÍDEO: Fim da escala 6×1: Lula e Motta costuram acordo para jornada de 40 horas e transição de um ano

Texto prevê corte imediato de duas horas em 60 dias após a promulgação e mudança definitiva para folga dupla em até 12 meses

por: NOVO Notícias

Publicado 25 de maio de 2026 às 14:15

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou nesta segunda-feira (25) que o texto final da PEC do fim da escala 6×1 vai fixar a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais. Ele anunciou que a transição completa para o novo modelo ocorrerá no prazo de até um ano. A definição foi selada em Brasília, após reunião com o presidente Lula (PT) para destravar os pontos divergentes do projeto.

Segundo o cronograma oficial detalhado pelo deputado, a redução será gradual para o comércio e a indústria, mas com efeito rápido. Em até 60 dias após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição, haverá um corte imediato de duas horas na jornada. As outras duas horas restantes serão retiradas ao longo dos 12 meses seguintes, consolidando a folga dupla (escala 5×2).

O teto de 40 horas semanais e o prazo curto de um ano representam um meio-termo na Câmara. Setores ligados aos empresários tentavam esticar a aplicação da medida por até 10 anos, enquanto deputados mais moderados sugeriam três anos de transição. A pressão das redes sociais e a articulação direta do Governo Federal aceleraram o martelo para o prazo mais curto.

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Conforme interlocutores do Congresso, Lula defendia a extinção imediata do modelo atual de trabalho, mas cedeu ao parcelamento de horas proposto por Motta para garantir os votos necessários em plenário. Com o entendimento costurado nesta manhã, as principais resistências da bancada produtiva foram superadas.

A análise e a votação da PEC da escala 6×1 em plenário estão oficialmente confirmadas para esta quinta-feira (28). O texto entrou na última semana do calendário de votações estipulado para o primeiro semestre na Câmara dos Deputados e deve atrair os holofotes de trabalhadores e empregadores em todo o país.

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