Aumento de casos respiratórios coloca Natal em nível de alerta e acende preocupação no RN. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Saúde Doenças respiratórias avançam no RN e colocam Natal em alerta: veja o risco agora

Boletim da Fiocruz mostra crescimento da SRAG no estado e aponta circulação intensa de vírus como influenza A e VSR, com impacto direto em crianças e idosos

por: NOVO Notícias

Publicado 8 de maio de 2026 às 18:30

O Rio Grande do Norte registrou aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo novo boletim InfoGripe divulgado pela Fiocruz. O levantamento coloca Natal entre as capitais brasileiras em nível de alerta, risco ou alto risco para avanço da doença. O cenário acompanha o período de maior circulação de vírus respiratórios no país e acende atenção para grupos mais vulneráveis.

O boletim, referente à semana epidemiológica entre 26 de abril e 2 de maio, aponta tendência de crescimento dos casos no estado, com destaque para a circulação da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR). Segundo a Fiocruz, crianças pequenas e idosos seguem sendo os mais afetados pelas complicações respiratórias mais graves.

Além do RN, outros estados também apresentam cenário de alerta ou risco, como Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Entre as capitais monitoradas, Natal aparece entre as 18 cidades com nível de atenção elevado para SRAG, ao lado de metrópoles como Brasília, São Paulo e Porto Alegre.

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Nos últimos dados consolidados, os vírus mais identificados em casos positivos no Brasil foram o VSR (38%), influenza A (28,9%) e rinovírus (26,8%), além de Covid-19 e influenza B em menor proporção.

A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, afirmou que o aumento já era esperado para este período do ano, quando ocorre o pico sazonal das infecções respiratórias. Ela reforçou ainda a importância da vacinação, principalmente entre idosos e crianças, como forma de reduzir internações e complicações mais graves.

Em 2026, o Brasil já soma mais de 51 mil casos de SRAG, com quase metade deles confirmados laboratorialmente para algum vírus respiratório.

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