Tenista é contrário ao protocolo exigindo a comprovação da imunização contra a covid – Foto: Manu Fernandez/AP

Falava-se de 99% de certeza de que Novak Djokovic iria desistir da ATP Cup e agora está mesmo confirmado. O número 1 do mundo não vai mais representar a Sérvia no torneio de seleções que abre a temporada 2022 em Sydney, na Austrália, levantando ainda mais dúvidas sobre se vai mesmo competir no Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, a partir do próximo dia 17, em Melbourne.

Desta forma, de acordo com o anúncio dos organizadores da ATP Cup, a seleção da Sérvia passa a ser liderada por Dusan Lajovic, contando ainda com Filip Krajinovic, Nikola Cacic e Matej Sabanov.

A ATP Cup acontece cerca de 15 dias antes do Aberto de Austrália, que também tem a participação do tenista sérvio como incerta. O torneio exige que todos os participantes estejam vacinados e Djokovic tem se recusado a revelar seu status de imunização contra a covid-19.

Assim como o grego Stefano Tsitsipas, atual número 4 do mundo, o tenista sérvio já declarou diversas vezes concordar com o direito de não se vacinar. Os organizadores do Aberto da Austrália temem que nenhuma das duas estrelas participará do torneio. Segundo a imprensa sérvia, Djokovic está negociando uma exceção médica com as autoridades australianas para poder competir.

A desistência de Djokovic não foi a única novidade do dia. Grande favorita ao título, a Rússia teve baixas significativas e agora terá apenas Daniil Medvedev, segundo colocado do ranking da ATP, como astro uma vez que Andrey Rublev não saiu da covid-19 a tempo e Aslan Karatsev e Evgeny Donskoy também desistiram. Os russos, defensores do título de 2021, contam agora com Roman Saffiulin e Evgeny Karlovskiy.

Por outro lado, a Áustria desistiu da ATP Cup e a França, que não tinha entrado porque Gael Monfils não se havia inscrito, foi chamada de última hora. Os franceses serão representados por Ugo Humbert, Arthur Rinderknech, Edouard Roger-Vasselin e Fabrice Martin.