Foto: Davi Pinheiro

Cotidiano

Trabalho Desemprego no Rio Grande do Norte atinge menor patamar para o período desde 2012

Levantamento do IBGE aponta que Natal tem índice de 5,9% e número de pessoas desalentadas caiu 17,9% no estado

por: NOVO Notícias

Publicado 14 de maio de 2026 às 09:34

A taxa de desocupação no Rio Grande do Norte fechou o primeiro trimestre de 2026 em 7,6%. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice é o menor registrado para o intervalo entre janeiro e março desde o início da série histórica, em 2012.

Na capital, Natal, a desocupação foi calculada em 5,9%. Em âmbito estadual, o resultado representa uma redução de 2,3 pontos percentuais na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o índice era de 9,9%. Em relação ao último trimestre do ano passado (6,7%), o cenário é de estabilidade. O contingente de desempregados no estado é estimado em 113 mil pessoas, o que equivale a 39 mil a menos do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

A taxa de informalidade potiguar atingiu 41,5% no primeiro trimestre, o menor índice entre os estados do Nordeste. O número ficou abaixo da média regional (48,9%), embora supere a média nacional (37,3%). O recuo da informalidade foi influenciado pela queda de 10,4% na quantidade de trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ, a maior redução proporcional do país nesta categoria. O IBGE calcula que 570 mil pessoas atuam no mercado informal no RN.

O levantamento aponta ainda a diminuição de 17,9% no número de pessoas desalentadas — aquelas que desistiram de procurar emprego por fatores como falta de experiência, idade ou descrença no mercado local. No primeiro trimestre de 2026, esse grupo somava 60 mil pessoas no estado, contra 73 mil no trimestre anterior e 80 mil no início de 2025.

A população ocupada no Rio Grande do Norte totalizou 1,374 milhão de pessoas, com nível de ocupação de 48,1%. Desse total, 444 mil possuem carteira de trabalho assinada no setor privado e 208 mil atuam sem registro formal. O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores permaneceu em patamar de estabilidade, fixado em R$ 2.953.

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