Daniela Freire, jornalista
No acordo entre Rafael e Jean Paul, uma pesquisa já encomendada pelo PDT é que vai definir quem será senador e suplente. O resultado é esperado para a semana que vem
Publicado 17 de abril de 2026 às 11:26

Sem guerra
Em entrevista ao programa Tamo Junto, da 88FM Universitária, o ex-deputado federal Rafael Motta, pré-candidato ao Senado pelo PDT, garantiu que “não existe guerra fria” entre ele e o outro pré-candidato ao Senado pelo partido, Jean Paul Prates na disputa pela vaga de senador pela legenda comandada por Marcia Maia aqui no RN. “A gente chegou em um entendimento, de uma forma muito democrática, conversando numa boa”, garantiu. Rafael, no entanto, é quem tem surgido grudado, entrosado, circulando com a chapa governista anunciada – Cadu e Samanda. No acordo entre Rafael e Jean Paul, uma pesquisa já encomendada pelo PDT é que vai definir quem será senador e suplente. O resultado é esperado para a semana que vem.
Suspeitas
Durante o programa Três Pontos, exibido nesta quarta‑feira, 15, o renomado jornalista Jânio de Freitas fez uma análise importante sobre a realidade das pesquisas eleitorais espalhadas pelo País afora, o que ele chama de “pesquisismo” brasileiro. Na entrevista, ele levanta a suspeita de compra de resultados de pesquisas por candidatos à Presidência da República (o que é replicado nos Estados e municípios) e faz uma crítica direta ao repasse de dinheiro a institutos, o que, segundo Freitas, coloca em xeque o sistema eleitoral brasileiro.
Livres e soltas
O jornalista ressalta, sobretudo, a falta de fiscalização nesse processo, a ausência de controle rigoroso, que estaria comprometendo a credibilidade dos dados divulgados durante a disputa. É o que ele chama de “grande negócio” das pesquisas. Nesse ponto, Jânio chama a atenção para o papel do TSE e a omissão institucional diante desse problema. Segundo o jornalista, o TSE não tomou atitudes efetivas ao longo dos anos, apesar de estar clara a “necessidade de auditorias ou acompanhamento técnico”. O jornalista afirma que “o fato é que (o TSE) não fez absolutamente nada”.
Multiplicação de institutos
O resultado disto? Jânio destaca o surgimento repentino de diversos novos “institutos” de pesquisa sem histórico consolidado. Um cenário, na avaliação dele, impulsionado por interesses de grupos que buscam manipular a opinião pública.
Em tempo
O termo “pesquisismo” é usado para descrever a transformação das pesquisas em um mercado lucrativo.
Desproporcional
É impressionante o desrespeito, sem a menor cerimônia, adotado pela Prefeitura do Natal com os artistas desta capital. Enquanto muitos deles estão mendigando para que os seus cachês sejam pagos por serviços já prestados, a gestão Paulinho Freire resolveu bancar 16 apresentações de um único artista pela bagatela de mais de R$ 1 milhão. O nome dele é Mução.
Injusto?
Trata‑se de Rodrigo Vieira Emerenciano, nascido em SP e radicado no RN, um humorista e radialista renomado, famoso por seu personagem “matuto” nordestino e pelas pegadinhas telefônicas no programa “A Hora do Mução”. Nada contra o artista ou o valor que ele cobra de cachê, mas fazer a contratação por um valor altíssimo, enquanto muitos outros – tão importantes quanto Mução – estão implorando para receber o que eles têm direito, é inaceitável.
Detalhes
As informações sobre a contratação de Mução pela Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Cultura, estão publicadas no Diário Oficial do Município do dia 10 de abril e mostram que foi feita sem licitação (com base no artigo 74, inciso II, da Lei nº 14.133/21), a partir de Termo de Inexigibilidade, para a contratação da empresa “1912 Produções Artísticas Ltda.”, que fica responsável pelo projeto “Riso que Representa”, com Mução. As apresentações devem ocorrer em diferentes bairros da capital, entre abril e novembro de 2026.
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