A Justiça negou pedido de indenização por danos morais ao vereador Subtenente Eliabe (PL), que protocolou um procedimento ético-disciplinar contra Brisa com base em uma notícia falsa desmentida pela Polícia Civil

Cotidiano

Decisão Brisa Bracchi consegue vitória na Justiça contra vereador que espalhou fake news

Justiça negou pedido de indenização por danos morais ao vereador Subtenente Eliabe (PL), que protocolou um procedimento ético-disciplinar contra Brisa com base em uma notícia falsa desmentida pela Polícia Civil

por: NOVO Notícias

Publicado 30 de maio de 2026 às 13:41

A vereadora Brisa Bracchi (PT) obteve mais uma vitória na Justiça estadual contra um vereador de extrema direita que divulgou fake news sobre ela. O caso diz respeito ao vereador Subtenente Eliabe (Eliabe Marques da Silva Gabriel Pereira) e refere-se à notícia falsa de que a vereadora do PT teria agredido uma pessoa fisicamente. Em menos de 60 dias, essa é a segunda vitória judicial de Brisa contra representantes da extrema direita em Natal.

O caso em questão surgiu em dezembro de 2025. Naquele mês, o subtenente Eliabe protocolou uma denúncia por quebra de decoro parlamentar contra Brisa, afirmando — sem provas — que ela teria agredido uma mulher em Tibau do Sul. A vereadora negou, comprovando que não estava no local na data do ocorrido.

Em plenário, da tribuna da Câmara, defendeu-se e afirmou que o vereador era “criminoso” porque a acusação ultrapassava os limites políticos, afetando a família dela. O subtenente entrou com ação por conta dos atributos aplicados a ele por Brisa: “criminoso”, “mentiroso”, “calunioso”, “fascista” e “asqueroso”.

Em março, a Polícia Civil de Tibau do Sul concluiu a investigação e comprovou que o vereador atuava com base em uma mentira.

Agora, a Justiça deu razão a Brisa, demonstrando mais uma vez que ela falava a verdade.

Na decisão, o juiz Paulo Giovani Militão Alencar entendeu que as declarações feitas pela parlamentar bem como todo seu posicionamento em plenário estão protegidos constitucionalmente e respaldados por entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em especial, a Justiça observou que tudo o que foi dito decorreu de atuação do próprio autor, que se baseou em uma notícia sabidamente falsa.

“Admitir responsabilização civil nas circunstâncias específicas destes autos implicaria indevida restrição à liberdade de manifestação política assegurada constitucionalmente aos agentes parlamentares, especialmente em hipótese na qual a controvérsia decorreu diretamente de atuação legislativa praticada pelo próprio autor”, diz a decisão.

“Sempre foi perseguição política. Mostramos muito antes do caso chegar à Câmara que o caso era uma mentira. Mesmo assim, o subtenente insistiu em divulgar a notícia falsa. Agora, a Justiça comprova, mais uma vez, que falamos a verdade. Não vamos recuar. Vamos insistir agora em responsabilizar os criminosos, caluniosos e mentirosos que divulgaram a mentira. Para que sirva de exemplo, para que a verdade prevaleça e para que os culpados sejam punidos, inclusive financeiramente”, afirmou Brisa Bracchi.

Reação política

Na avaliação da Justiça, toda “a controvérsia possui inequívoca natureza político-parlamentar e guarda pertinência direta com o exercício do mandato legislativo desempenhado pelas partes”.

De acordo com o juiz, no caso, foi muito importante observar que “conforme relatório final da autoridade policial, inexistem elementos mínimos aptos a sustentar imputação criminal em desfavor da requerida, tendo sido expressamente postulada sua exclusão do polo investigativo, com indicação de possível participação direta de terceira pessoa na altercação inicialmente atribuída à parlamentar”.

Na decisão, ele também observa que naquele momento específico, a Brisa encontrava-se “submetida a intensa exposição política decorrente da imputação de prática criminosa”, que se mostrou falsa. E que suas falas “surgiram como reação política imediata à atuação parlamentar desempenhada pelo autor e à repercussão pública da denúncia ético-disciplinar então formalizada perante a Câmara Municipal”.

“No caso concreto (…) verifica-se que as manifestações permaneceram inseridas no contexto de reação política à imputação pública de conduta criminosa posteriormente enfraquecida pela investigação policial, circunstância que impede o reconhecimento de ato ilícito civil indenizável”, decidiu.

Além deste processo, no final de abril, Brisa conseguiu vitória na Justiça contra Matheus Faustino, que distribuiu fake news contra a vereadora. Com relação ao subtenente, a vereadora entrou com ação criminal por calúnia e difamação. O caso ainda tramita na Justiça.

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