Pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, o ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho  (PL) faz uma defesa enfática do presidente Jair Bolsonaro diante da repercussão provocada pelo assassinato de um dirigente do PT por um bolsonarista, ocorrido em Foz do Iguaçu (SP) no último fim de semana. Entrevistado desta semana do Amarelas On Air, programa de entrevistas de VEJA, Marinho minimizou os ataques do presidente à esquerda e rechaçou a tese de que suas declarações contribuem para incitar a violência.

“O presidente da República tem uma postura que desagrada ao politicamente correto, ele não tem filtro, ele fala o que pensa”, afirmou Marinho, acrescentando que Bolsonaro diz a “verdade”. Na mesma linha adotada pelo próprio presidente, Marinho minimizou a declaração feita por Bolsonaro de que é preciso “fuzilar a petralhada”.

“Nós sabemos e você sabe fazer o filtro, que isso é uma questão figurada e superlativa. É fuzilar no sentido de ganhar a eleição, de retirar as pessoas do governo, ele não falou no sentido de matar, de dizimar. Aliás, vou reiterar. Quem sofreu violência política foi o presidente, que foi esfaqueado”, afirmou, em referência ao crime de que Bolsonaro foi alvo durante a campanha de 2018.

Ainda em defesa do presidente, Marinho negou que a Proposta de Emenda à Constituição que foi batizada de “PEC Kamikaze” seja eleitoreira. Houve, segundo ele, uma demora do governo ampliar medidas sociais frente à crise. Sobre o temor da oposição sobre um possível impacto da PEC na eleição, Marinho provocou os adversários do presidente: “Se têm (medo), que votem contra. Que deixem de espernear e votem contra”.

Com informações de VEJA