A violência do discurso belicoso, armamentista, autoritário e ditatorial do bolsonarismo é realidade já há alguns anos no Brasil, mas foi intensificada nos últimos meses que antecedem as eleições.

Um dos fatos que marcam esse momento foi o assassinato do guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Marcelo Arruda pelo agente penitenciário federal e apoiador de Jair Bolsonaro Jorge José da Rocha, há poucos dias, em Foz do Iguaçu, Paraná.

Fato que gerou repercussão internacional.

Dias após o crime, eis que  o suplente do deputado potiguar Kelps Lima, Michael Diniz, do Solidariedade, que está no mandato até a realização do pleito, posa para foto fazendo a ‘arminha’ que virou símbolo do bolsonarismo na porta do gabinete da deputada pelo PT Isolda Dantas, dentro da Assembleia Legislativa do Estado.

O ato, feito em clima de chacota, além de desrespeitoso é um chamado à prática da violência. Feito dentro de uma Casa Legislativa onde a parlamentar deve estar amplamente protegida. Uma quebra de decoro como nunca antes vista por aqui.

A Assembleia precisa se posicionar sobre o ocorrido e garantir que o ‘deputado’ tenha uma punição, deixando claro que ali não é lugar de incitação à violência. Não pode fingir que não tem nada com isso.

A deputada Isolda já avisou em suas redes sociais que tomará “todas as providências legais contra esses covardes”. “Aqui não tem arrego!”, afirmou.

Nota de Isolda 👇

“Um deputado bolsonarista fez foto na porta do meu gabinete, na assembleia legislativa, fazendo arminha com a mão.

A gente sabe que o assassinato de Marcelo Arruda não é um fato isolado. É consequência da disseminação do ódio da política de Bolsonaro que tem aumentado sua dosagem de violência querendo gerar medo, intimidar.

Mas, aqui não tem arrego! Tomaremos todas as providências legais contra esses covardes.

Se eles querem nos meter medo, a gente se junta e se pinta de vermelho, ergue as nossas bandeiras, desfila nossas toalhas, põe adesivo no peito e honra a história e a luta de Marcelo, de Dom, de Bruno, de Marielle, de todos os mortos pela intolerância política.

Juntos, vamos dar uma resposta política derrotando a familícia e sua turma para resgatar a paz e a solidariedade em nosso país.”.