Momento em que Álvaro, Paulinho, vereadores, secretários municipais e assessores invadem, com uso de força, prédio público que sedia o Idema

As lideranças políticas que representam a extrema-direita e a direita na campanha eleitoral em Natal deram, nesta segunda-feira (8), um exemplo prático do que é INVASÃO DE PROPRIEDADE, ao entrarem à força no prédio do Idema-RN, com direito a quebra-quebra.

Logo eles, que adoram jogar a pecha de “invasores de terra” nos movimentos sociais, que fazem, na verdade, algo bem diferente do que foi visto hoje e que se chama OCUPAÇÃO.

A diferença entre as duas situações é imensa e está anotada na nossa legislação, com decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) corroborando que OCUPAÇÃO é a entrada de um movimento social em imóvel abandonado, que não cumpre a função social exigida, sem uso de força ou resistência, como forma de protesto para cumprimento constitucional de moradia.

Já INVASÃO criminosa de propriedade é identificada quando há justamente o que Álvaro Dias, Paulinho Freire, vereadores aliados, como Robson Carvalho, Nina Souza, Aroldo Alves, Camila Araújo, Dickson Junior, Preto Aquino, Tércio Tinoco e Kleber Fernandes, além de assessores da atual gestão municipal, fizeram na sede do Idema-RN: quando um grupo de pessoas entra em local público ou privado, que está sendo ocupado e utilizado para qualquer fim, por meio do uso de força.

As imagens da invasão criminosa do Idema, ocorrida nesta segunda, estão circulando nas redes sociais e mostram nitidamente a ação do grupo liderado por Álvaro na depredação do portão de entrada do órgão ambiental, que foi praticamente destruído, inclusive, com uso de força para arrombar a entrada do prédio por parte do próprio coordenador de Comunicação do prefeito, Matheus Peres.

Da esquerda para a direita: Álvaro, Paulinho e o secretário da Semurb, Thiago Mesquita, na Invasão ao Idema

Fora toda a ação criminosa inicial, o grupo de Álvaro e Paulinho tentou intimidar o diretor geral do Idema Werner Farkatt, que foi obrigado a sentar à mesa rodeado pelo prefeito e seus aliados. Álvaro usou tom beligerante no ‘diálogo’. E antes, em comício em frente ao órgão, ele reforçou: “Não podemos aceitar pacificamente (a não liberação da licença pelo Idema).

O teatro promovido por esse pessoal seria cômico se não fosse trágico.

A Prefeitura de Natal, através da Semurb, chefiada por Thiago Mesquita, que também invadiu o Idema, não só atrasou quase 1 ano para entregar respostas aos questionamentos ambientais feitos pelo Idema, como também não disponibilizou ao órgão informações sobre todos os itens exigidos para o licenciamento e início da obra da engorda de Ponta Negra, atrasando o processo de forma que fica inviável cumprir o prazo ambiental estabelecido e que era de conhecimento da Semurb desde o ano passado.

Agora, querem forçar o Idema a entregar uma licença irregular, sem ter cumprido todas as determinações necessárias, somente porque Álvaro quer usar a engorda na campanha eleitoral.

Uma obra mais do que necessária, mas que precisará ser feita com todo o cuidado, sem arroubos eleitoreiros, para ferir o mínimo possível o meio ambiente.

Álvaro e Paulinho logo após arrombamento de portão e invasão ao Idema