Ex-presidente deixou hospital em Brasília usando colete da PM, após tratamento de broncopneumonia e iniciou cumprimento de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. | Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27) e passou a cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi concedida após pedido da defesa e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou necessário o acompanhamento médico durante a recuperação de um quadro de broncopneumonia.
Bolsonaro colocou tornozeleira eletrônica às 8h45 e deixou o hospital em Brasília por volta das 9h45, seguindo para sua residência, onde ficará submetido a monitoramento e às condições impostas pela Justiça. Ao fim do período inicial de 90 dias, o STF deverá reavaliar a necessidade de manutenção da prisão domiciliar.
A autorização foi concedida após a PGR afirmar que laudos médicos indicaram a necessidade de acompanhamento constante da saúde do ex-presidente, o que poderia ser realizado de forma adequada no ambiente domiciliar.
No parecer enviado ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que a recuperação clínica poderia ocorrer com mais segurança fora do ambiente hospitalar, desde que fossem mantidas as medidas de monitoramento determinadas pela Justiça.
Mesmo fora da unidade prisional onde estava custodiado, Bolsonaro continuará sujeito a uma série de determinações impostas pelo STF.
Entre as principais regras estão:
A decisão também estabelece que qualquer descumprimento das regras pode resultar na revogação da prisão domiciliar e no retorno ao regime anterior.
Bolsonaro estava internado desde o dia 13 no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Durante o tratamento, o ex-presidente permaneceu mais de uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O diagnóstico apontou pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.
Com a evolução clínica, ele deixou a UTI na segunda-feira (25) e foi transferido para um quarto hospitalar, onde permaneceu em observação até receber alta médica nesta sexta-feira.
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