Anvisa mantém suspensão de produtos da marca Ypê com final de lote 1

Cotidiano

Perigo Anvisa mantém suspensão de produtos da marca Ypê com final de lote 1

Órgão retirou obrigatoriedade de recolhimento imediato, mas exige plano de ação da empresa para liberar lotes gradualmente

por: NOVO Notícias

Publicado 15 de maio de 2026 às 12:55

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve, nesta sexta-feira (15), a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de produtos da Química Amparo, detentora da marca Ypê. A medida é válida para todos os lotes de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes que possuem a numeração final 1.

Embora tenha mantido o veto à venda e ao uso, o colegiado retirou a obrigatoriedade do recolhimento imediato dos produtos. A partir de agora, a fabricante deverá apresentar um plano de ação fundamentado em análise de risco para o recolhimento das unidades. O procedimento visa permitir o acompanhamento técnico da agência e a eventual liberação gradual dos itens, lote a lote.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, as medidas adotadas anteriormente pela empresa foram consideradas insuficientes diante de um histórico recorrente de contaminação microbiológica. A agência informou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada em mais de 100 lotes de produtos acabados, o que caracteriza falhas no controle do processo de fabricação e descumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF).

A decisão fundamenta-se em inspeção técnica realizada na unidade fabril de Amparo (SP), em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). Durante a fiscalização, foram constatados descumprimentos em etapas críticas da produção, incluindo os sistemas de garantia e controle de qualidade. A diretora Daniela Marreco classificou o risco sanitário como alto e reforçou que a motivação do órgão é a proteção da saúde pública.

A suspensão permanece em vigor até que os riscos identificados sejam superados. O diretor Daniel Pereira ressaltou que o dever institucional de proteção à saúde prevalece sobre a relevância econômica da companhia. A Anvisa manterá o monitoramento contínuo para avaliar as condições necessárias para que a empresa retome suas atividades de distribuição e venda.

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