Construir ficou mais caro no RN, aponta IBGE. | Foto: Reprodução

Economia

Economia Alta da construção no RN pressiona preço de obras e m² dispara para R$ 1,8 mil

Estado teve a quarta maior alta do Brasil no custo da construção civil em abril, segundo dados do IBGE

por: NOVO Notícias

Publicado 12 de maio de 2026 às 11:19

Construir ficou mais caro no RN. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o custo médio do metro quadrado da construção civil subiu 1,22% em abril no estado e chegou a R$ 1.808,67. O aumento registrado no RN foi o quarto maior do Brasil e o segundo maior do Nordeste no período, conforme dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi).

Com a alta, o custo dos materiais de construção chegou a R$ 1.079,51 por metro quadrado. Já a parcela referente à mão de obra ficou em R$ 729,16, uma das menores do país. Os números mostram aceleração importante no setor. Em abril do ano passado, a variação havia sido de apenas 0,08%. Já em abril deste ano, o índice saltou para 1,22%.

No acumulado de 2026, o custo da construção no estado já subiu 3,38%. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada chegou a 5,50%. O Sinapi é utilizado como referência para obras públicas e privadas em todo o país. Os dados ajudam na elaboração de orçamentos, reajustes de contratos e programação de investimentos no setor da construção civil.

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As estatísticas são produzidas em parceria entre o IBGE e a Caixa Econômica Federal e servem de base para acompanhamento dos custos da construção em habitação, infraestrutura e saneamento.

O que mais pesa no custo

Segundo o levantamento:

  • Materiais: R$ 1.079,51 por m²
  • Mão de obra: R$ 729,16 por m²
  • Custo total: R$ 1.808,67 por m²

O RN teve uma das maiores altas do país em abril.

Impacto no mercado

A alta no custo da construção pode impactar:

  • preço de imóveis;
  • reformas;
  • novos empreendimentos;
  • aluguel;
  • orçamento de obras públicas e privadas.

O aumento também pressiona o consumidor que pretende construir ou reformar em 2026.

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