Brasil envia medicamentos e hospital de campanha para a Venezuela
A missão humanitária brasileira chegou à Base Militar El Libertador, em Maracay, para auxiliar nos esforços de resgate após os terremotos que atingiram a Venezuela na última semana. A aeronave KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), transportou médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para a região.
A mobilização é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). O grupo de Busca e Resgate Urbano reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O ministro da Defesa, José Múcio, deve viajar à Venezuela na próxima semana para coordenar os esforços de assistência. A mobilização brasileira integra um fluxo internacional de socorro que já conta com delegações do México, Chile, El Salvador, Catar, Espanha e Estados Unidos, além de agências da ONU. Em Roraima, grupos de voluntários também organizam a coleta de alimentos para envio à população afetada.
O envio de socorro ocorre após dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na noite de quarta-feira (24). O balanço oficial das autoridades venezuelanas indica 235 mortes e 4.300 feridos até o momento. A prioridade técnica das equipes brasileiras é a localização de sobreviventes em estruturas colapsadas, com previsão inicial de permanência por 15 dias.
Para este sábado (27), o Governo do Brasil programou a decolagem de um terceiro voo humanitário a partir da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Esta remessa inclui cinco kits de calamidade, totalizando 111,8 mil medicamentos e insumos como antibióticos, analgésicos e materiais para curativos. O voo também transporta um módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha.
De acordo com nota oficial do governo, os suprimentos enviados permitem o atendimento de 1.500 pessoas durante um mês. A gestão federal ressaltou que a doação de insumos ao país vizinho não compromete os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil integra um esforço internacional de assistência que conta com delegações do México, Chile, Estados Unidos, Catar, Espanha e agências da Organização das Nações Unidas (ONU).
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