O vereador Gabriel César afirmou que manifestações de matriz africana seriam “incompatíveis com a Bíblia”. | Foto: Reprodução
Conselho e entidades afirmam retrocessos nas políticas de igualdade racial e pedem apuração ética e atuação do Ministério Público
Publicado 26 de junho de 2026 às 14:36
O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Parnamirim (COMPIR) vai fazer uma reunião nesta quinta-feira (25) depois de uma polêmica envolvendo declarações do vereador Gabriel César (PL) sobre religiões de matriz africana.
Segundo entidades e movimentos sociais, o vereador teria comemorado a rejeição de um projeto que criava o “Dia de Preto Velho” e também teria feito falas dizendo que manifestações culturais de matriz africana seriam “incompatíveis com a Bíblia”. Essas falas foram apontadas pelos grupos como motivo de acusação de intolerância religiosa.
Mais de 18 entidades, terreiros e movimentos sociais se uniram e fizeram um pedido oficial. Eles querem que o vereador faça uma retratação pública, que o caso seja analisado pela Comissão de Ética da Câmara de Parnamirim e que seja feita uma audiência pública para discutir respeito às diferentes religiões.
Em meio a essa situação, o COMPIR também denuncia problemas na política de igualdade racial do município. O conselho afirma que houve exoneração da coordenação da área sem diálogo, além da extinção da antiga coordenadoria de igualdade racial na reforma administrativa.
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O órgão também aponta que o novo setor previsto em lei não tem estrutura funcionando de forma adequada, o que pode atrapalhar a execução de políticas públicas e o uso de recursos voltados para o tema.
Diante disso, o conselho informou que já acionou o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONSEPPIR/RN) e também busca acompanhamento do Ministério Público para apurar os fatos.
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