Equipes de resgate atuam entre escombros após os terremotos | Foto: Reprodução
Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela, provocando colapso de hospitais, destruição em massa e mobilização de ajuda internacional
Publicado 25 de junho de 2026 às 16:45
Dois terremotos de grande magnitude atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) e deixaram um cenário de destruição generalizada. Segundo autoridades locais, o número de mortos chegou a 188, com mais de 1.520 feridos, além de 200 pessoas ainda presas sob escombros e 157 desaparecidas.

Os tremores foram registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5, em sequência, atingindo áreas próximas à capital Caracas. A força dos abalos provocou o colapso de prédios, danos estruturais em hospitais e interrupção de serviços de emergência. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

De acordo com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, ao menos oito hospitais foram afetados e parte das unidades precisou ser evacuada. O impacto também atingiu cerca de 2.900 famílias, segundo estimativas oficiais.

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Equipes de resgate seguem atuando entre os escombros, em meio a buscas por sobreviventes. Relatos de moradores descrevem cenas de desespero e destruição intensa, com pessoas sendo retiradas em macas durante a noite.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e diversos países já anunciaram mobilização de ajuda humanitária emergencial para apoiar as operações de resgate e atendimento às vítimas. O número de mortos e desaparecidos ainda pode aumentar, conforme avançam as buscas.

Diversos países do mundo lamentaram os terremotos que devastaram a Venezuela na quarta-feira e anunciaram nesta quinta-feira (25) o envio de equipes de resgate e ajuda humanitária ao país sul-americano.

O chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou nesta quinta que a ajuda humanitária à Venezuela requer um “esforço em massa e coletivo” dos outros países.

O presidente Lula chamou a Venezuela de “país irmão” e prometeu enviar ajuda à Venezuela, porém não especificou o que. Ele disse ter pedido ao Itamaraty para coordenar o envio da ajuda necessária.

Outros países do mundo também disseram que vão ajudar a Venezuela com o que puder, só que não especificaram o que enviariam ao país. É o caso de México, Chile, Portugal, Turquia, Índia e Catar.
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