Foto: Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes analisa nesta semana se prorroga ou não a prisão domiciliar do ex-presidente, que ainda terá que dar explicações sobre o empréstimo de uma arma a um militar do GSI
Publicado 23 de junho de 2026 às 10:34
Esta semana marca um ponto de inflexão crítico na situação jurídica e pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o cruzamento de dois eventos relevantes: o depoimento sobre a apreensão de sua arma de fogo e o encerramento do prazo de sua prisão domiciliar humanitária. Sob a supervisão direta do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro será interrogado em sua residência nesta terça-feira (23/6), às 15h, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Para este ato, Moraes autorizou uma flexibilização excepcional nas regras de visitação, permitindo que a equipe de defesa realize uma reunião preparatória de uma hora antes da oitiva e acompanhe todo o procedimento, suspendendo temporariamente a restrição habitual de encontros de apenas 30 minutos.
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A investigação que motiva o depoimento teve início na noite de segunda-feira da semana passada, quando uma pistola Glock 9 milímetros, registrada no nome do ex-presidente, foi localizada em uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga (DF). A arma e um carregador sobressalente estavam em posse de Estácio Leite da Silva, militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na segurança do ex-mandatário.
Diante desse cenário de transferência do armamento, o advogado Gustavo Scandelari explica que os artigos 14 e 16 da Lei 10.826/2003 criminalizam expressamente a conduta de quem cede ou empresta arma de fogo sem autorização e em desacordo com a determinação legal ou regulamentar, o que enquadraria a situação nos crimes de posse ilegal ou cessão de arma de fogo.
Embora a defesa confirme a propriedade legal do armamento, o caso ganhou contornos complexos após os advogados justificarem que a equipe de segurança havia retirado o percussor da pistola, tornando-a inoperante, sem o conhecimento de Bolsonaro.
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