Unidades prisionais de Mossoró registraram centenas de atendimentos médicos no fim de semana | Foto: Reprodução
Líder Refeições afirma que abriu procedimento interno, colabora com as investigações e aguarda resultado das análises técnicas sobre os casos de diarreia e vômito registrados em unidades prisionais
Publicado 23 de junho de 2026 às 10:20
A empresa Líder Refeições, responsável pelo fornecimento de alimentação ao Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, divulgou uma nota oficial sobre o surto de casos de diarreia e vômitos registrado entre internos de unidades prisionais da cidade.
Na manifestação, a empresa informou que instaurou um procedimento interno para apurar os fatos e que está colaborando integralmente com os órgãos responsáveis pela investigação. Segundo a nota, todas as informações e o suporte necessários estão sendo disponibilizados para auxiliar no esclarecimento da ocorrência.
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A Líder Refeições também reafirmou o compromisso com a qualidade dos serviços prestados, o cumprimento rigoroso das normas sanitárias vigentes e a segurança alimentar dos públicos atendidos.
Além disso, a empresa destacou que aguarda a conclusão das análises e das apurações técnicas realizadas pelas autoridades competentes para que as causas do episódio sejam devidamente identificadas. A fornecedora afirmou ainda que permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
O caso veio à tona após aproximadamente 500 presos do Complexo Penal Agrícola Mário Negócio e da Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre de Sousa apresentarem sintomas compatíveis com uma possível intoxicação alimentar.
De acordo com a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), os primeiros registros ocorreram na última sexta-feira (19). Os internos relataram principalmente episódios de diarreia e vômitos.
Diante da situação, os diretores das unidades acionaram a Seap e a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró. O município montou uma força-tarefa com quatro médicos, além de enfermeiros e técnicos de enfermagem, para reforçar o atendimento durante o fim de semana.
Segundo a Seap, todos os casos registrados foram considerados leves e não houve necessidade de internações hospitalares.
As circunstâncias do ocorrido estão sendo investigadas pela Polícia Civil. Também foram acionados a Vigilância Sanitária, a Ouvidoria do Sistema Prisional e o gestor do contrato responsável pela fiscalização do serviço de alimentação fornecido às unidades prisionais.
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