"Não estamos falando de simples quadrilhas. Estamos falando de facções que operam com estrutura militar, dominam territórios e executam ataques planejados", disse o senador. Foto: Geraldo Magela/Senado

"Não estamos falando de simples quadrilhas. Estamos falando de facções que operam com estrutura militar, dominam territórios e executam ataques planejados", disse o senador. Foto: Geraldo Magela/Senado

Política

Eleições 2026 Flávio Bolsonaro diz que atentado contra Cabo Deyvison é exemplo do terrorismo das facções

“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo. O uso de um fuzil calibre 5.56, uma arma de guerra, em plena luz do dia, revela o nível de ousadia e o poder de fogo dessas organizações”, afirmou o pré-candidato

por: NOVO Notícias

Publicado 16 de junho de 2026 às 15:09

O senador e pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, usou seu perfil na rede social X para afirmar que o atentado contra o Cabo Deyvison em Mossoró, que resultou na morte de um assessor, trata-se de um exemplo do terrorismo exercido pelas fações criminosas.

“O atentado contra o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró, é um choque, mas infelizmente não chega a ser uma surpresa. No Brasil de hoje, quem enfrenta facções narcoterroristas se torna alvo”, afirmou.

“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo. O uso de um fuzil calibre 5.56, uma arma de guerra, em plena luz do dia, revela o nível de ousadia e o poder de fogo dessas organizações. Não estamos falando de simples quadrilhas. Estamos falando de facções que operam com estrutura militar, dominam territórios e executam ataques planejados”, argumentou.

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Segundo ele, é por fatos como este que a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas é necessária e urgente. “Enquanto o Estado insistir em tratá-las como um problema comum de segurança pública, elas continuarão agindo como exércitos paralelos, intimidando, aterrorizando e assassinando quem ousa enfrentá-las”, afirmou.

Ainda na nota, Flávio Bolsonaro se solidarizou com as vítimas e seus familiares. “Minha solidariedade ao Cabo Deyvison, a quem desejo uma pronta e plena recuperação. Minha solidariedade também aos amigos e familiares do assessor Allysson Diego, que pagou com a própria vida por estar ao lado de alguém que não se cala diante do crime”, disse.

Veja abaixo a reprodução da publicação:

Entenda

O vereador de Mossoró, Cabo Deyvison, foi baleado na noite desta segunda-feira (15) durante um atentado a tiros ocorrido no bairro Alto de São Manoel, em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Na ação criminosa, um assessor do parlamentar, identificado como Alysson Dyego de Oliveira Morais, foi atingido pelos disparos e morreu no local.

De acordo com as informações iniciais, Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo nas redes sociais em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro quando foi surpreendido por diversos disparos de arma de fogo.

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O vereador foi atingido nas pernas, recebeu os primeiros atendimentos médicos e foi encaminhado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, onde permanece sob cuidados médicos. Segundo nota divulgada por sua equipe, o estado de saúde do parlamentar é estável.

Já Alysson Dyego de Oliveira Morais, que acompanhava o vereador durante a gravação, foi baleado e não resistiu aos ferimentos.

Após o atentado, os criminosos fugiram do local. Durante a fuga, deixaram para trás um carregador de munição de fuzil calibre 5.56. O veículo utilizado na ação foi localizado abandonado nas proximidades do Motel Havana, no bairro Planalto 13 de Maio.

Nesta terça-feira (16), dois homens apontados como suspeitos de participação no atentado que matou o assessor parlamentar e cinegrafista Alyson Diego e deixou o vereador Cabo Deyvison (PL) ferido foram capturados no Ceará.

As informações preliminares indicam que eles foram localizados ao chegarem em Fortaleza. Segundo informações apuradas pelas forças de segurança, os suspeitos são investigados por possível envolvimento tanto no atentado contra o vereador mossoroense quanto na morte de Alyson Diego, ocorrida durante a ação criminosa registrada em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mossoró.

Os detidos foram identificados preliminarmente como José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel. Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente detalhes sobre os depoimentos prestados pelos suspeitos nem sobre a participação específica de cada um no caso.

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